Ao longo dos dois primeiros episódios de Lanternas, Hal Jordan (Kyle Chandler) já usou seu anel para voar. Ele também o usou para conter a explosão de uma bomba antes que ela atingisse boa parte da cidade.
John Stewart (Aaron Pierre), por outro lado, mal teve chance de explorar seus poderes. No episódio de estreia, ele só usou o anel para escapar de um acidente de carro, e, no segundo capítulo, tentou voar com ele. O resultado foi diferente do esperado: em vez de voar, John criou um pássaro verde que passou a segui-lo pelo resto do episódio.
Um construto que não deveria durar tanto
À primeira vista, a cena parece só mais um momento de aprendizado do novato. Mas, conforme o episódio avança, fica claro que aquilo não é comum. John é avisado que o pássaro desapareceria assim que ele perdesse a concentração.
Mesmo depois de ser nocauteado, porém, a criação continua ao seu lado, voltando com ele até Rushville. O líder alienígena Antaan (Paul Ben-Victor) fica impressionado com o feito. Até Hal precisa admitir, ainda que a contragosto, que se trata de uma demonstração e tanto de poder.
O anel talvez não seja a fonte real do poder
Quando questiona John sobre o pássaro, Antaan primeiro acredita que Hal esteja projetando a criatura à distância. Ele muda de postura ao descobrir que é John o responsável, mesmo sem estar com o anel no dedo naquele momento.
Isso sugere que o anel pode não ser a verdadeira fonte do poder dos Lanternas. Ele funcionaria mais como um canal do que como a origem da energia. Essa leitura rompe com a lógica usada até no fracassado filme de 2011, no qual o anel era retratado como a fonte direta da força concedida ao usuário.
Nos quadrinhos, o Espectro Eletromagnético Emocional costuma ser a explicação para o poder dos Lanternas.

Ele se divide em sete cores, cada uma associada a uma emoção: vermelho para a raiva, amarelo para o medo, azul para a esperança, índigo para a compaixão, laranja para a ganância, violeta para o amor e verde para a força de vontade. Se a série realmente colocar a origem do poder dentro do próprio John, o DCU pode estar adotando um caminho bem distinto. Seria uma ruptura com a tradição estabelecida nos gibis ao longo de décadas.
O fato de Stewart ter criado algo vivo e mantido essa criação funcionando sem depender do anel é um feito e tanto. Ele nota que isso deveria ter rendido, no mínimo, um elogio sincero de Hal, que só oferece um “muito bem” sarcástico. Essa disparidade de poder pode até explicar parte da tensão entre os dois: Hal, tecnicamente destinado a ser substituído por John em algum momento, poderia estar se sentindo ameaçado. Isso talvez justifique sua demora em treiná-lo por completo.
O que muda no DCU?
Se o poder de John realmente não depender do anel, isso abre espaço para algo novo. Vários Lanternas poderiam atuar lado a lado na Terra sem disputar o mesmo objeto. Vale lembrar que Nathan Fillion já estreou como o Lanterna Guy Gardner no recente longa do Superman, dirigido por James Gunn. As gravações terminaram em Cleveland antes da estreia nos cinemas.
Caso os Caçadores de Homens realmente estejam tramando algo contra os Guardiões do Universo, como já cogitam alguns fãs, a vantagem seria clara. Ter múltiplos Lanternas na Terra soa como um trunfo e tanto nesse cenário. Não seria a primeira vez que um nome inesperado circula em torno do papel de Lanterna Verde nas telas.
Prova disso é a curiosa história por trás da possível escalação de Tom Cruise anos atrás, que provavelmente daria vida a outra versão de Hal Jordan. Resta ver se Lanternas vai mesmo trilhar esse caminho. De qualquer forma, o detalhe do pássaro verde já garantiu seu lugar como um dos momentos mais comentados da temporada.






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