A nova série Crystal Lake mexeu no que parecia intocável: a origem de Jason Voorhees. Um texto do ComicBook, explica as mudanças e discute se a ficção científica em Sexta-Feira 13 funciona. E tudo indica que sim.
O que a prequel inventou
A trama se passa antes do primeiro filme de Sexta-Feira 13 e acompanha Pamela Voorhees, vivida por Linda Cardellini, depois da morte do filho. Na nova versão, Pamela era cantora. Ao descobrir um aborto espontâneo em curso, Elias Wittering, interpretado por Hamish Linklater, a levou à empresa Bellflower Chemical para um procedimento radical que salvou o feto.
Jason nasceu prematuro e gravemente deformado. Sem que Pamela soubesse, Elias o levava à empresa para testes. Depois de um acidente no banho, o bebê se afogou e voltou à vida minutos mais tarde. Foi aí que ela descobriu o Projeto Argonaut, um programa de aprimoramento genético que buscava um humano capaz de resistir a uma explosão nuclear e acabou produzindo um assassino invencível.
Pamela mata um cientista, liberta o filho e foge com ele. Anos depois, Jason morre afogado de novo, no lago. Na primeira temporada, ele reaparece adulto, de macacão de operário e saco de juta com um buraco para os olhos. Quanto mais dano sofre, mais se regenera e se fortalece, e isso explica o crescimento acelerado, de menino a homem em um ano.

Puristas contra o público casual
Na leitura, os fãs mais puristas reclamam, mas o público casual aceita bem. O artigo argumenta que os críticos são um pouco desonestos, pois a franquia sempre mexeu na mitologia, com magia ocultista, ciência duvidosa e até um Jason ciborgue criogenizado em Jason X. A história não precisava dessa explicação, mas ela acabou dando fôlego à série de TV.
O texto sugere ainda que a segunda temporada pode ampliar a Bellflower e os outros integrantes do Projeto Argonaut, num tom que lembra a mistura de ciência e sobrenatural de Stranger Things.
Risco calculado
O Ei Nerd já havia explicado como a prequela muda a origem de Jason Voorhees, e o criador Brad Caleb Kane brincou com as teorias dos fãs. Antes, ele descreveu a obra como um thriller paranoico dos anos 1970, ao falar sobre a máscara do vilão.
Para a franquia, o lado positivo é ganhar identidade própria. Por outro lado, a ficção científica pode afastar quem prefere o terror de acampamento. De toda forma, a série segue no Peacock nos Estados Unidos, e o trailer e o pôster já mostravam o tom da proposta.






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