Superman: spin-off de Jimmy Olsen ganha reforço no elenco

Andre Luiz

Havia dúvida sobre o futuro da produção depois do desempenho abaixo do esperado de Supergirl nos cinemas. A resposta chegou agora: o projeto conhecido informalmente como DC Crime, spin-off de Superman, segue em desenvolvimento e acaba de contratar mais uma integrante do elenco.

Quem entrou para o time

Segundo o site Deadline, Mary Holland foi escalada como Sandra, papel feminino principal da série. A atriz tem currículo forte em comédia, construído em uma sitcom de sucesso chamada Ghosts e em uma refilmagem recente de um clássico da TV britânica.

O nome da personagem intriga os leitores de quadrinhos. Não existe uma Sandra evidente ligada ao repórter Jimmy Olsen e nem ao vilão Gorila Grodd nas revistas da editora. A explicação mais provável é simples. Trata-se de criação original, pensada para auxiliar a investigação conduzida pelo protagonista.

O que já se sabe do projeto

A proposta permanece a mesma anunciada anteriormente. A série é apresentada como um documentário criminal ficcional, com o fotógrafo do Planeta Diário investigando os vilões mais notórios daquele universo.

Skyler Gisondo repete o papel que estreou no filme do Superman. Jimmy Tatro assume o vilão principal, personagem cuja rivalidade com o Flash atravessa décadas de quadrinhos e televisão.

A equipe explica a aposta

Os responsáveis pelo projeto são Tony Yacenda e Dan Perrault. A dupla construiu a carreira em uma sátira ao gênero true crime que rendeu prêmios importantes e indicação ao Emmy.

Aquela produção funcionava por um motivo específico. Em vez de tratar a premissa absurda como piada única, a equipe conduzia a investigação com o mesmo rigor de um documentário real, com entrevistas e reconstrução de linha do tempo.

A escalação do intérprete do vilão reforça a leitura. Ele havia protagonizado justamente a primeira temporada daquela série, o que reúne novamente o mesmo núcleo criativo.

Jimmy Olsen (Skyler Gisondo) em Superman – Reprodução/DC Studios

A resistência que existe

Nem todo mundo aprovou a escolha do formato. Parte do público considera que um vilão daquele porte merece tratamento sério, e não uma série de comédia. O argumento contrário, porém, tem base concreta. Pacificador mistura humor pesado com drama genuíno e rendeu algumas das melhores avaliações da casa em anos.

Aquela produção mostrou como o tom funciona. Vale lembrar que ela chamou atenção até pela abertura, construída com cuidado incomum para uma série de humor. O próprio repórter já provou que a mistura funciona. No filme do Superman, ele servia como alívio cômico sem deixar de ser essencial à trama principal, o que dá alguma segurança sobre a escolha de tom.

O contexto que pesa contra

Existe cautela justificada no ar. O resultado morno de Superigirl, produção lançada neste ano, gerou especulação de que o estúdio poderia encolher a linha e concentrar tudo nos heróis mais conhecidos. O avanço deste projeto sugere o contrário. A gestão parece disposta a manter apostas variadas, ainda que o cenário recomende prudência.

Vale lembrar que produções assim já enfrentaram percalços. A série do anti-herói de John Cena precisou refilmar cinco episódios após uma troca de ator, e ainda assim deu certo.

Existe ainda uma leitura econômica pouco lembrada. Séries em formato documental custam bem menos que produções de ação com efeitos pesados, o que permite manter variedade na programação sem comprometer o orçamento das apostas maiores.

Nada está garantido. O projeto segue em desenvolvimento inicial e ainda não recebeu encomenda oficial de temporada.

Também não há título definitivo — embora venha sendo usado o nome DC Crime — e nem data de estreia.

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