Duas séries anunciadas no plano original de James Gunn deixaram de ser prioridade no DC Studios. O estúdio afirma que os projetos seguem em desenvolvimento, mas sem previsão.
O plano de séries do DCU voltou ao centro das discussões nesta quarta-feira (12). Segundo apuração do site The Ankler, assinada pela jornalista Lesley Goldberg, os projetos Waller e Paradise Lost não avançam mais no DC Studios. A informação foi posteriormente confirmada pela revista Variety, que apurou que ambas as produções deixaram de ser prioridade e não estão em desenvolvimento ativo. Procurado, o estúdio não quis comentar o caso.
O que o estúdio diz sobre os dois projetos

Pouco depois, a publicação Entertainment Weekly obteve um posicionamento com nuances importantes. De acordo com a revista, representantes indicaram que Waller deixou de ser prioridade, mas permanece formalmente em desenvolvimento no DC Studios. Já Paradise Lost teria ficado em segundo plano na HBO, ainda que exista a possibilidade de o projeto ser retomado no futuro.
A diferença entre os termos importa. Nenhuma das duas séries foi oficialmente cancelada. Por outro lado, sair do desenvolvimento ativo significa, na prática, que não há equipe dedicada nem cronograma definido para a produção.
Duas peças centrais do Capítulo 1
O baque é considerável porque ambas as séries foram apresentadas como pilares da nova fase. Em janeiro de 2023, James Gunn e Peter Safran revelaram o plano batizado de Capítulo 1: Deuses e Monstros. Na ocasião, o pacote incluía cinco filmes e cinco séries.
Waller nasceria como derivada de Pacificador (Peacemaker), com Viola Davis retomando o papel de Amanda Waller. O roteiro estava a cargo de Christal Henry e Jeremy Carver. A produção enfrentou reviravoltas desde o início e passou por reescritas substanciais após as greves que paralisaram Hollywood em 2023.
Paradise Lost, por sua vez, seria uma prequel ambientada em Themyscira, explorando a política entre as amazonas antes do nascimento da Mulher-Maravilha. Kira Snyder e Janet Lin assinavam o roteiro. Vale lembrar que a série chegou a ser dada como morta por rumores no início do ano, algo que Gunn negou publicamente na época.
Como fica o restante do plano de 2023
Com as duas baixas, o cenário das séries anunciadas no plano original fica bastante reduzido. Comando das Criaturas (Creature Commandos) estreou em 2024 e caminha para a segunda temporada. Lanternas (Lanterns) chega à HBO neste domingo (16), com Kyle Chandler e Aaron Pierre nos papéis de Hal Jordan e John Stewart.
Resta Booster Gold, que segue vivo, ainda que em situação delicada. A versão desenvolvida por David Jenkins foi arquivada no fim de julho, e o estúdio busca um novo roteirista. Segundo o The Ankler, a HBO também teria recusado propostas para séries centradas em Mulher-Gato e Hera Venenosa. Nada disso foi confirmado oficialmente.
Enquanto isso, um projeto inesperado avança. Trata-se de um falso documentário de true crime protagonizado por Jimmy Olsen, com Skyler Gisondo retomando o papel visto em Superman. A primeira temporada teria como foco o Gorila Grodd, vivido por Jimmy Tatro.
O fantasma do DCEU ronda o novo universo
Para parte da imprensa especializada, o episódio acende um sinal de alerta. O site ComicBookMovie, por exemplo, publicou análise apontando que o DC Studios estaria repetindo o padrão que marcou o antigo DCEU. A crítica se apoia em um argumento específico: anunciar projetos anos antes de estarem prontos e vê-los desaparecer, sofrer reformulações profundas ou simplesmente sumir do mapa.
A mesma publicação levanta ainda uma dúvida sobre a relação com a HBO. Segundo essa leitura, o canal premium estaria mais seletivo em relação ao volume de produções derivadas de quadrinhos, já que esse público não seria exatamente seu alvo tradicional. Trata-se, importante frisar, de interpretação editorial do veículo, sem confirmação das partes envolvidas.
Por outro lado, há contrapontos legítimos. Planos de longo prazo em Hollywood raramente sobrevivem intactos, e o próprio Gunn já afirmou que prefere ajustar rotas a insistir em projetos que não funcionam. Desde que assumiu o comando do estúdio ao lado de Safran, o cineasta defende flexibilidade criativa como princípio. Para os fãs, contudo, a leitura tende a ser mais simples: quanto mais o plano anunciado se distancia do que efetivamente chega às telas, maior a sensação de imprevisibilidade.




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