Mesmo com servidores lotados e terceiro lugar em receita no Steam, a última atualização do jogo não impediu demissões em massa. Insider confirma que cerca de 400 funcionários devem ser cortados.
A despedida de “Destiny 2” foi grandiosa. Jogadores voltaram em peso para a atualização final. Os servidores quebraram. O jogo chegou a superar o pico de jogadores de “Marathon”, o próximo título da Bungie. Na semana passada, “Destiny 2” ficou em terceiro lugar no ranking de receita do Steam. Ainda assim, nada disso foi suficiente para mudar o destino do estúdio. Fontes internas confirmaram que demissões significativas estão a caminho.
A resposta foi uma única palavra: “Não”
O jornalista Paul Tassi, um dos nomes mais confiáveis na cobertura da franquia, revelou em vídeo no YouTube que consultou suas fontes dentro da Bungie sobre um ponto direto: o sucesso esmagador do update final tinha ajudado a melhorar a situação interna do estúdio?
A resposta veio em uma única palavra.
Não.
Segundo Tassi, a expectativa é de que aproximadamente 400 funcionários sejam demitidos durante o verão americano (entre junho e agosto). Ele não conseguiu confirmar o número exato, mas reforçou que cortes de grande escala são considerados inevitáveis pela própria estrutura da decisão. Quando um estúdio encerra um jogo que ocupava metade da sua força de trabalho, a conta chega.
Nenhuma equipe será mantida para suporte

Além das demissões, outro detalhe revelado por Tassi chama atenção. “Destiny 2” receberá um “hotfix final” e, a partir daí, não haverá mais suporte contínuo para o título. Nenhuma equipe permanecerá dedicada à manutenção do jogo.
Eles não estão nem mantendo uma equipe pequena para fazer o mínimo necessário para impedir o jogo de quebrar.
A única exceção seria a intervenção em caso de algo absolutamente crítico que impedisse o jogo de funcionar. Fora isso, “Destiny 2” está oficialmente encerrado. Sem patches. Sem balanceamentos. Sem eventos sazonais. O servidor continuará no ar, mas o jogo ficará congelado no tempo.
Uma despedida épica que não mudou nada
O contraste entre a reação do público e a realidade interna da Bungie é o ponto mais doloroso desta história. Nas últimas semanas, a comunidade de “Destiny 2” se mobilizou de forma impressionante para dar ao jogo uma despedida à altura.
Jogadores retornaram em massa. Streamers organizaram eventos de despedida. Os servidores ficaram instáveis sob a demanda. O título superou o recorde de jogadores simultâneos de “Marathon”, o novo projeto da Bungie que deveria representar o futuro do estúdio. A ironia não passou despercebida pela comunidade.
Mesmo com toda essa energia e receita gerada, a decisão de cortar centenas de empregos já estava tomada. O sucesso do update final demonstrou que os jogadores ainda se importam. Porém, para a cúpula da empresa, o jogo já era um capítulo encerrado.
O que sobra para a Bungie

Com “Destiny 2” oficialmente desligado e “Marathon” como principal aposta, a Bungie entra em uma fase de transição delicada. O estúdio, adquirido pela Sony em 2022 por US$ 3,6 bilhões, já havia passado por rodadas de demissões nos anos anteriores. A perda de mais 400 funcionários representaria o corte mais profundo até agora.
Para “Marathon”, a pressão aumenta exponencialmente. O jogo precisa não apenas justificar a aposta da Sony, mas também provar que a Bungie consegue criar algo novo que funcione fora da franquia Destiny. Se “Marathon” falhar, o futuro do estúdio como entidade independente dentro da PlayStation ficará em xeque.
Quando os jogadores fazem mais do que a empresa
A história do update final de “Destiny 2” é, em muitos sentidos, uma parábola da indústria de games atual. Os jogadores fizeram tudo o que podiam. Voltaram. Gastaram. Lotaram os servidores. Deram ao jogo números que qualquer estúdio gostaria de ter.
Porém, em um contexto corporativo, nada disso importou. As decisões já estavam tomadas. Os cortes já estavam planejados. O jogo já estava morto nos spreadsheets antes de morrer nos servidores. E o público, que dedicou anos e milhares de horas ao título, fica com a sensação de que o seu esforço não valeu nada para quem decidia nos bastidores.
A lição é dura, mas recorrente. Na indústria de games, o sucesso de um produto nem sempre se traduz em segurança para as pessoas que o fizeram. “Destiny 2” encerra sua jornada como um dos jogos mais jogados da última década. E a Bungie encerra centenas de carreiras no processo.




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