Star Wars: Starfighter vai levar a franquia para um território inédito. O diretor Shawn Levy revelou novos detalhes sobre a situação da galáxia cinco anos após os eventos de Star Wars: A Ascensão Skywalker. O filme foi exibido na D23 na noite de sexta-feira.
Na ocasião, Levy explicou que a Batalha de Exegol deixou a galáxia em um estado de instabilidade ainda maior do que quando a Rebelião derrotou o Império. A Resistência não conseguiu preencher o vácuo deixado pela Primeira Ordem, resultando em uma galáxia sem lei e sem ninguém no comando.
Um contraste com o fim da trilogia original
A situação é bem diferente do que aconteceu em O Retorno de Jedi. Ali, a Nova República nasceu das cinzas da Rebelião. Os personagens fizeram o possível para tornar a galáxia um lugar melhor. Mas acabaram atolados em burocracia e despreparados para o retorno do Imperador Palpatine como o Líder Supremo Snoke, ao lado da Primeira Ordem.
Um período inédito na saga
Levy comentou o assunto em entrevista ao Fandango.
É um período de tempo que nunca apareceu em nenhuma história de Star Wars. E então criar isso, brincar e explorar qual é o futuro da galáxia foi incrivelmente divertido. Nossos personagens em Starfighter estão do lado errado da galáxia. É sobre esses tipos de marginalizados que se encontram e têm uma chance de descobrir o heroísmo através de suas conexões.
Essa abordagem foi parcialmente inspirada em Rebeldes, de Francis Ford Coppola. Levy buscou trazer uma sensibilidade proletária semelhante para a galáxia distante. Segundo ele, os personagens estão fazendo o melhor que podem em uma galáxia caótica ainda inexplorada.

Kade Auberon e as origens humildes do protagonista
Em entrevista separada ao programa Good Morning America, Levy deu mais detalhes sobre o cenário político do filme. Ele reforçou que não existe nenhuma autoridade central mantendo a galáxia sob controle.
Segundo ele, esse é um momento em que não há força governante ou ordem estabelecida. Todo mundo está apenas tentando sobreviver e se virar como pode. O diretor acrescentou que Kade Auberon, personagem vivido por Ryan Gosling, vem do lado errado da galáxia e não cresceu com privilégios.
Segundo Levy, o protagonista carrega um pouco de aspereza e um fundo humilde, sem nenhum tipo de vantagem inicial na vida. Ele embarca em uma aventura que cruza seu destino com o do caça estelar mais rápido já construído.
Uma galáxia sem poder central para explorar
Tudo indica que Starfighter vai oferecer um retrato bem diferente do que se viu até agora sobre o pós-Saga Skywalker. Em vez de estabelecer imediatamente outra superpotência galáctica após a derrota da Primeira Ordem, o filme parece disposto a explorar uma galáxia sem um governante óbvio.
É uma escolha e tanto para os rumos futuros da linha do tempo de Star Wars após o desfecho controverso do episódio de 2019. O elenco reúne ainda Matt Smith, Mia Goth, Aaron Pierre, Jamael Westman, Daniel Ings e Amy Adams. Roteirizado por Jonathan Tropper e produzido por Levy e Kathleen Kennedy, o tom aventureiro e cômico do filme já havia sido sugerido em cenas vazadas.
Star Wars: Starfighter chega aos cinemas em 28 de maio de 2027.






Seja o primeiro a comentar