Após o estrondoso fracasso comercial do longa em 2023, o polêmico ator respondeu a um fã sobre o futuro do Velocista Escarlate nos cinemas. O cenário para a franquia é desanimador.
O filme solo de “The Flash“ tinha absolutamente tudo para ser um dos maiores épicos de filmes de super-heróis já feitos. Após o diretor Zack Snyder introduzir o personagem no antigo Universo Estendido da DC (DCEU), o cineasta Andy Muschietti assumiu a difícil missão de colocar o herói nos eixos. A ambiciosa ideia central era genial: unir o Barry Allen moderno com o icônico e nostálgico Batman interpretado por Michael Keaton. Infelizmente, a execução do projeto passou longe do sucesso esperado.
A produção falhou em conquistar as bilheterias mundiais, amargando uma arrecadação de apenas US$ 271 milhões. Seja pelas pesadas polêmicas pessoais que ofuscaram a estrela principal, pelas atuações exageradas ou pelo questionável excesso de CGI (efeitos visuais), o longa não ressoou com o grande público. Agora, mais de três anos após o conturbado lançamento, o próprio Ezra Miller indicou que o seu tempo correndo pelas telas chegou ao fim.
A resposta irônica sobre The Flash 2
A carreira de Miller sofreu um baque irreparável em meio a uma série de controvérsias e bizarros problemas legais. O ator não estrelou nenhuma outra grande produção desde o lançamento do filme da DC. Durante uma recente e rara interação com um fã nas ruas, o ex-astro da Liga da Justiça foi diretamente questionado sobre quando “The Flash 2” iria acontecer.
A resposta foi curta, irônica e reveladora. Miller limitou-se a dizer: “Só Deus sabe”, soltando uma risada logo em seguida antes de se afastar do fã. Essa reação rápida deixa extremamente claro que o ator não tem a menor expectativa de ser convidado pelo estúdio para reprisar o papel tão cedo.
O legado do filme e as mudanças de James Gunn
Apesar de “The Flash” ter virado alvo de piadas na internet — especialmente por causa de cenas virais bizarras, como a do resgate de bebês e do micro-ondas —, o projeto teve seus grandes acertos. A poderosa introdução da Supergirl de Sasha Calle e a abordagem sombria de Muschietti para o Batman foram pontos altos que, infelizmente, acabaram ofuscados pela recepção negativa geral.
Ainda assim, o atual co-CEO da DC Studios, James Gunn, teceu grandes elogios ao filme na época do lançamento. Gunn chegou a recrutar Andy Muschietti para comandar o vindouro “The Brave and the Bold” (embora o status do diretor no novo DCU ainda seja nebuloso). Contudo, o executivo sabia que o tempo de Miller havia acabado. As refilmagens finais encomendadas deixaram o herói propositalmente perdido em uma linha do tempo alternativa ao lado do Batman de George Clooney, encerrando aquele universo.
Muitas pessoas não viram o filme. Mas você sabe como as coisas são hoje em dia, as pessoas não veem as coisas, mas gostam de falar mal, gostam de ir na onda. Claro, tivemos uma crise de publicidade inegável com Ezra. E eu não estou questionando isso. Mas nós amamos o filme e o recomendamos. Tivemos muito apoio do estúdio em um momento em que eles poderiam ter recuado.
A declaração acima, dada por Muschietti no ano passado, reflete a dura realidade de um projeto que enfrentou uma tempestade perfeita de má publicidade e fadiga de franquias.
O futuro do Velocista no novo DCU
O que o engavetamento do Velocista Escarlate significa para o recomeço do universo da DC Studios? No momento, o manto está guardado a sete chaves. Não está claro quando ou onde veremos uma nova iteração de Barry Allen, ou se o estúdio apostará as suas fichas na popularidade de Wally West para limpar a imagem da marca nos cinemas.
Para o mercado, descansar a imagem de certos heróis é uma estratégia vital após grandes fracassos comerciais. Rumores distantes apontam para a possibilidade de adaptar arcos como “The People vs. Gorilla Grodd”, mas, a menos que James Gunn tenha uma surpresa gigantesca guardada para a primeira fase de seu novo universo, o homem mais rápido do mundo continuará paralisado no tempo pelos próximos anos.





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