O Fim da Rua não tem cena pós-créditos, mas vale a pena ficar

Andre Luiz

O Fim da Rua, novo suspense de ficção científica da Warner Bros., chegou aos cinemas americanos nesta sexta-feira (14) cercado de conversa sobre um possível início de franquia. Escrito e dirigido por David Robert Mitchell, de Corrente do Mal, e produzido por J.J. Abrams, o longa acompanha uma família dos anos 1980 cujo bairro inteiro é transportado para a era pré-histórica, cheia de dinossauros famintos.

Diante de tantas pontas soltas, fica a dúvida clássica de Hollywood: existe cena após os créditos? A resposta é não. Nenhuma cena extra aparece no meio ou no fim da rolagem. Ainda assim, há um bom motivo para permanecer na poltrona.

O que espera quem ficar até o fim dos créditos

Os créditos iniciais trazem grafismos temáticos de dinossauros, mas a surpresa de verdade é sonora. Bem no encerramento, o público ouve um áudio vindo direto da selva pré-histórica, uma espécie de despedida das criaturas. A permanência ainda rende um bônus: curtir mais um pouco da trilha de Michael Giacchino, compositor premiado por trabalhos como Up: Altas Aventuras.

O recurso segue uma tendência recente de Hollywood. Outros lançamentos de 2026, como Devoradores de Estrelas e Só Por Uma Noite, também fecharam suas exibições com provocações apenas em áudio, sem imagem alguma.

O barulho no escuro prepara uma sequência?

O áudio não chega a montar um gancho direto, mas funciona como um recado de que os dinossauros podem voltar. O desfecho deixa portas escancaradas: as criaturas terminam a história sob custódia em 1984, e o cinema já ensinou que governos e corporações não seguram répteis gigantes por muito tempo.

O Fim da Rua
O Fim da Rua – Divulgação / Bad Robot Productions

A lição vem da própria franquia Jurassic Park, na qual os produtores fazem questão de manter os dinossauros soltos pelo mundo. Uma continuação poderia mostrar a fuga do confinamento, colocando a família Platt, vivida por Anne Hathaway, Ewan McGregor, Christian Convery e Maisy Stella, em novo apuro jurássico. As regras de viagem no tempo do longa também abrem caminhos infinitos, de visitas a outras eras até a chegada de gente do passado, e de mais bichos, ao ano de 1984.

Uma aposta original

O Fim da Rua traz um cenário raro: um mundo de ficção científica totalmente novo, sem vínculo com sagas existentes, mas com potencial declarado de universo próprio. A combinação de Mitchell com Abrams, veterano em mistérios seriados desde Cloverfield: Monstro, reforça essa ambição.

O apelo comercial também joga a favor, afinal dinossauros seguem imbatíveis nas bilheterias, mesmo quando a crítica reclama. Se o público abraçar a família Platt, o rugido no fim dos créditos deixará de ser um easter egg para virar promessa. Por ora, vale o recado prático: assista até o último nome subir na tela, de ouvidos bem abertos.

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