Jogo brasileiro Ghetto Zombies chega ao PlayStation e Switch

Vinicius Miranda

O shooter em pixel art que transforma a quebrada em resistência contra zumbis desembarca nos novos consoles em 27 de agosto. Um trailer inédito de jogabilidade acompanha o anúncio.

A invasão zumbi mais brasileira dos games vai alcançar um público muito maior. A desenvolvedora nacional Fogo Games e a publicadora Nuntius Games anunciaram a nova data de Ghetto Zombies: Graffiti Squad. O game chega em 27 de agosto ao PlayStation 4, PlayStation 5, Nintendo Switch e Nintendo Switch 2. O título de tiro em pixel art estava disponível apenas no Xbox e no Steam desde janeiro, em período de exclusividade temporária.

O anúncio veio acompanhado de novidades. Um trailer inédito de jogabilidade destaca a ação frenética do game, e as páginas oficiais nas lojas digitais dos consoles já estão no ar. Assim, quem quiser acompanhar as novidades até o lançamento já pode adicionar o título à lista de desejos.

A quebrada como protagonista

A proposta foge do apocalipse genérico. O título se inspira em clássicos de ação com visão de cima, como Zombies Ate My Neighbors. A diferença está no tempero unicamente brasileiro: a comunidade e a arte urbana no centro de tudo. O jogador escolhe entre quatro jovens carismáticos, Vini, Kath, Fabão e Duda, cada um com atributos próprios. A missão é devolver cor e diversão ao bairro tomado pelos mortos-vivos.

O grafite é a alma da progressão. Completar um desenho nas paredes atrai hordas de zumbis, criando uma mecânica de risco e recompensa que exige posicionamento e improviso. As ondas de inimigos culminam em batalhas contra chefões no fim de cada um dos quatro capítulos da história. Para quem prefere treinar, uma Sala de Treinamento oferece rodadas infinitas com inimigos aleatórios.

Escopeta de tubarão e pistola de ketchup

O arsenal é um espetáculo à parte. São mais de 70 armas divididas em seis categorias, com criações malucas que dão identidade ao combate. A lista inclui uma escopeta em formato de tubarão, uma pistola de ketchup, uma vassoura de bruxa, um spray explosivo e um cetro mágico. Há até uma arma que dispara gomas de mascar para grudar inimigos no chão. Consequentemente, cada partida vira um convite ao experimento.

O humor colorido lembra o espírito de outros jogos independentes de ação com câmera superior que conquistaram espaço por aqui. Basta conferir a análise do indie Ape Out, que surpreende com jogabilidade simples e ótima.

Um marco para os estúdios brasileiros

Ghetto Zombies: Graffiti Squad – Divulgação / Nuntius Games

A expansão tem peso simbólico. A Fogo Games nasceu em ambiente acadêmico, formada por criadores de Carapicuíba, na Grande São Paulo. O estúdio faz de Ghetto Zombies: Graffiti Squad seu maior projeto até hoje. A equipe se define pela missão de levar a cultura brasileira para a estética, a narrativa e a sonoridade de seus jogos. Já a Nuntius Games segue ampliando a presença de produções nacionais nos consoles, mostrando ao mundo o talento dos desenvolvedores do país.

O cenário nacional, aliás, vive um momento de efervescência. Cada vez mais estúdios brasileiros apostam em identidade própria em vez de copiar fórmulas estrangeiras. O mercado local também ganha visibilidade crescente, com eventos gigantes movimentando a comunidade, como mostramos na cobertura da Brasil Game Show. Portanto, anote a data: em 27 de agosto, a quebrada pega em armas nos consoles da Sony e da Nintendo. E os zumbis que se cuidem.

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