God of War Laufey: Fãs estão doidos com a nova ambientação da franquia

Vinicius Miranda

O reveal de Faye agitou os fãs com uma nova dimensão do além. E as teorias sobre o que ela vai encontrar por lá não param de surgir.

Anunciado no State of Play desta terça-feira (2), “God of War Laufey” fechou a apresentação com 20 minutos de gameplay puro. O novo jogo da Santa Monica mostrou Faye, vivida por Deborah Ann Woll, despertando em uma vida após a morte reservada aos deuses. Enquanto isso, os fãs já mergulharam de cabeça nas teorias sobre o Everywhen e o futuro da franquia. Reunimos as principais a seguir.

Quem é Faye, ou melhor, Laufey

God of War Laufey – Divulgação / Santa Monica Studio

Vale relembrar a trajetória da série. “God of War” começou com Kratos massacrando o panteão grego, mas o reboot de 2018 levou a história para Midgard. A trama acompanha Kratos e seu filho Atreus após a morte de Faye, sua esposa, em uma jornada para espalhar as cinzas dela. No caminho, o espartano abate vários deuses nórdicos, como Baldur, Magni e Heimdall.

Mas para onde vão todos esses deuses mortos? É justamente isso que “God of War Laufey” pretende explorar. O verdadeiro nome de Faye é Laufey, uma guerreira Jötunn de Jötunheim que se opôs aos Aesir, como Thor e Odin. Ela desperta inesperadamente no Everywhen e descobre que os planos que traçou para proteger Kratos e Atreus estão em risco.

O Everywhen e as mitologias que se cruzam

De acordo com a desenvolvedora, o Everywhen é o berço e o destino final de toda a magia, um reino que reúne deuses e criaturas de diferentes mitologias, nem sempre em harmonia. A ideia se conecta à obsessão de Odin em “God of War Ragnarök”: ele queria saber o que acontece com os deuses quando morrem. A diretora Ariel Lawrence reforçou esse caráter mágico do local em conversa com Cory Barlog.

Nós também temos o retorno e a descoberta de muitas mitologias diferentes se unindo.

Dois desses deuses já apareceram no trailer: Begtse, divindade mongol da guerra, e Sekhmet, poderosa figura da mitologia egípcia. Barlog, aliás, brincou que os habitantes do Everywhen são todos egoístas, comparando o lugar a uma ilha cheia de bilionários que abusam do próprio poder.

As teorias dos fãs para o além

Como o jogo começa no mesmo momento de “God of War” (2018), os eventos das duas histórias podem correr em paralelo. Por isso, muitos fãs especulam que os deuses abatidos por Kratos no mundo dos vivos apareceriam no Everywhen de Faye. A teoria mais comentada sugere que vilões nórdicos, como Baldur, surgiriam por lá assim que fossem mortos na outra trama.

Há ainda quem aposte alto nos deuses gregos. Parte da comunidade acredita que as divindades que Kratos massacrou nos jogos originais voltariam para confrontar Faye. Se isso acontecer, e somando Begtse e Sekhmet, um eventual surgimento de Ares criaria um encontro e tanto. Alguns fãs vão além e dão como certa a aparição de Zeus, pai de Kratos, em um possível e tenso reencontro familiar. Reforçamos, no entanto, que tudo isso é pura especulação dos fãs, sem confirmação do estúdio.

O mistério da máscara de Ragnarök

Máscara em God of War Ragnarok – Divulgação / Santa Monica Studio

O trailer também menciona uma máscara, o que reacendeu uma antiga dúvida. Em “God of War Ragnarök”, Odin buscava uma máscara que, segundo ele, teria o poder da onisciência.

O item foi deixado propositalmente vago. Agora, alguns fãs teorizam que “Laufey” poderia finalmente dar respostas, especulando que a máscara seria uma espécie de portal para o Everywhen. Mais uma vez, trata-se apenas de uma hipótese.

Uma prévia dos remakes gregos?

No quesito jogabilidade, surgiu outra teoria interessante. Faye aparece pulando e fazendo malabarismos aéreos com os inimigos, em um estilo mais ágil. Por isso, parte dos jogadores imagina que o combate de “Laufey” possa antecipar como serão os remakes da trilogia grega original, jogos de ação mais frenéticos que a saga nórdica.

Curiosamente, os desenvolvedores deram a entender algo nessa direção. No PlayStation Blog, a Santa Monica afirmou que “Laufey” se apoia nos pontos fortes do sistema de combate moderno, mas injeta um DNA clássico da era grega. Vale notar que ainda não há previsão de lançamento para os tais remakes.

Um elo entre o passado e o futuro da saga

Diante de tantas mitologias reunidas, é possível que “God of War Laufey” cumpra um papel duplo. Ao mesmo tempo em que encerra a saga nórdica, o jogo pode preparar o terreno para o próximo destino de Kratos, especulado pelos fãs como o panteão egípcio. Para muitos, esta seria uma ponte para a próxima grande história.

Por enquanto, Cory Barlog, agora chefe de criação da Santa Monica, fez questão de esclarecer um ponto importante: o jogo não é uma prequela, e sim uma continuação da linha do tempo a partir do funeral de Faye em 2018. Em resumo, “God of War Laufey” está em desenvolvimento para PS5, ainda sem data, e já promete dar muito o que falar. Ah, e fica o registro: a melhor novidade do reveal pode ter sido o cubo cósmico falante dublado por Jack Quaid.

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