DC Crime: Jimmy Tatro fala sobre viver o Gorila Grodd

Andre Luiz

Entre os projetos anunciados pela DC Studios, poucos soam tão inusitados quanto este. Jimmy Tatro foi escalado como Gorila Grodd em uma produção que acompanha Jimmy Olsen investigando o vilão, e o ator finalmente explicou como a criatura ganhará vida na tela.

O que o ator revelou

A resposta veio durante participação em um podcast esportivo:

É basicamente trabalho de voz. E acho que vão usar minhas expressões também. Não sei exatamente qual é a tecnologia. Eles me perguntaram se eu teria interesse, e é o mesmo pessoal de American Vandal. Não sei quanto posso falar, porque eles são bem rigorosos com isso. Mas estou animadíssimo. Sinto que nasci para interpretar um gorila.

Ele ainda brincou com a própria aparência. Segundo o ator, quem olhar fotos do personagem vai notar uma semelhança impressionante.

O formato é o que mais chama atenção

A proposta foge completamente do padrão do gênero. A série é apresentada como um documentário criminal ficcional, apostando em realismo seco em vez de sequências de ação.

A escolha faz sentido diante da equipe. Os responsáveis são os mesmos criadores de uma sátira ao gênero true crime que fez sucesso no streaming anos atrás.

O protagonista também já é conhecido do público. Skyler Gisondo interpreta o mesmo repórter no filme do Superman, o que reforça a continuidade entre as produções.

Quem é o vilão

Para quem não acompanha os quadrinhos, uma apresentação ajuda. Grodd é um gorila de inteligência muito acima da média, dotado de poderes mentais, e figura entre os adversários mais antigos do Flash.

Gorila Grodd e Flash
Gorilla Grodd na capa de The Flash #40 (Fev/2018), arte de Carmine Di Giandomenico, publicada pela DC Comics.

A origem dele é bastante peculiar. O personagem integra uma sociedade de primatas que desenvolveu habilidades psíquicas após contato com uma nave alienígena, conceito criado ainda nos anos 1950.

Ele já apareceu neste universo

A série não marcará a estreia do vilão. Ele já surgiu em uma animação da casa, dentro de uma visão que o mostrava aliado a uma personagem que comandava uma invasão global.

Aquele gancho nunca foi explicado. Vale lembrar que a produção animada foi confirmada como cânone por decisão explícita da direção do estúdio, o que dá peso à aparição.

A recepção daquele projeto também ajudou. A animação estreou com avaliações positivas e sinalizou o rumo do novo universo.

Vale registrar o risco embutido na proposta. Formato de falso documentário depende de humor seco e de compromisso total com o realismo, combinação difícil de sustentar por uma temporada inteira quando o assunto é um gorila telepata. Pode dar muito certo ou virar piada de um episódio só.

Por que isso importa para o futuro

Existe uma lógica de construção por trás da escolha. O estúdio trata cinema e televisão como uma linha do tempo única, com atores atravessando os dois formatos sem trocar de personagem.

Colocar Grodd como antagonista central de uma série inteira, e não como participação rápida, indica planos maiores. A rivalidade histórica dele com o velocista escarlate segue disponível para exploração futura.

Existe também um dado de mercado por trás disso. Produções em formato documental custam bem menos que séries de ação com efeitos pesados, o que permite ao estúdio testar personagens secundários sem arriscar orçamento de blockbuster.

O que ainda falta definir

O projeto não tem título oficial nem data de estreia. Ele segue em desenvolvimento para a HBO Max, sem confirmação de quando entra em produção.

A própria tecnologia permanece indefinida. Nem o intérprete sabe exatamente como as expressões dele serão transferidas para a criatura, detalhe que costuma ser resolvido apenas na pré-produção.

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