Entre as principais novidades de Homem-Aranha: Um Novo Dia está um dispositivo criado diretamente por Peter Parker. O problema é que, pensando no desenvolvimento do MCU e da chegada dos mutantes, o Cabeça de Teia pode ter sido o responsável direto pela arma mais perigosa do universo até agora.
O que o personagem inventou
A origem do dispositivo é defensiva. Diante da mutação descontrolada dos próprios poderes, o herói de Tom Holland procura Bruce Banner, papel de Mark Ruffalo, que já havia desenvolvido tecnologia semelhante para conter o gigante.
O jovem faz engenharia reversa daquela solução. O resultado é um campo inibidor capaz de suprimir habilidades ligadas ao material genético. O problema aparece no passo seguinte. Ele não para na versão pessoal e desenvolve um inibidor universal, funcional contra praticamente qualquer pessoa com poderes.
Por que isso é assustador
A lista de alvos possíveis impressiona. A tecnologia funcionaria contra supersoldados como Steve Rogers, contra seres alterados por radiação e contra mutantes em geral.
As exceções são poucas. Feiticeiros como Doutor Estranho escapariam, assim como alienígenas do porte de Thor, e o próprio Banner resistiu por causa da pele.
O detalhe mais grave é a natureza da coisa. Trata-se de um campo de energia, e nada impede que uma fonte mais potente cubra uma área inteira.

A referência que os leitores reconhecem
A ideia não é nova nos quadrinhos. Nos anos 1980, uma nação fictícia desenvolveu coleiras capazes de anular poderes e passou a tratar mutantes como mão de obra forçada.
Aquele lugar é bastante conhecido do público. Genosha já apareceu no cinema como refúgio governado por Magneto e voltou recentemente na animação X-Men 97, em episódio devastador. A perseguição a mutantes também já rendeu polêmica com sabor local. Uma edição chegou a mostrar o Brasil caçando crianças mutantes e exigindo serviços ao Estado.
Quem levou a informação embora
Aqui está o gancho que sustenta a preocupação. O desfecho revela que o Departamento de Controle de Danos buscava justamente transformar pessoas com poderes em recursos. O executivo interpretado por Tramell Tillman escapa levando tudo que aprendeu. Entre esse conhecimento está a constatação de que um inibidor universal é possível.
A ideia, aliás, já havia sido plantada antes. A série Magnum, também assinada por Destin Daniel Cretton, tratava o protagonista como potencial ativo a ser explorado.
O precedente que assustou os leitores
Existe um exemplo prático nas revistas. Durante a fase escrita por Brian Michael Bendis em Novos Vingadores, o crime organizado desenvolveu um campo inibidor e quase derrubou a equipe inteira. O perigo real está na desinformação. Um herói que não percebe a perda dos poderes pode agir como invulnerável no momento errado.
Por que a comparação com Stark funciona
Há ainda um paralelo interessante. Tony Stark jurou parar de fabricar armas e criou Ultron, além de ter contribuído indiretamente para o surgimento de outros vilões. Peter Parker agora repete o padrão do mentor. Com os mutantes assumindo protagonismo crescente na franquia, a chegada dessa tecnologia soa como preparação deliberada.
Vale lembrar que os quadrinhos seguem explorando esse terreno. A editora tem lançado equipes formadas justamente pelos mutantes mais letais do catálogo, o tipo de gente que uma tecnologia dessas neutralizaria em segundos.
Homem-Aranha: Um Novo Dia segue em cartaz.




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