Projetos engavetados costumam deixar rastros anos depois. O artista conceitual Victor Martinez divulgou nas redes sociais uma pintura feita para um filme do Homem-Aranha que jamais foi produzido, e a legenda entregou do que se tratava.
O que a imagem mostra
A cena é bastante específica. O herói aparece em pleno voo, mergulhando em direção a uma ilha remota com vulcão ativo, enquanto mísseis disparados do solo explodem ao redor dele.
A composição sugere invasão de esconderijo. O próprio artista explicou o contexto:
Compartilhando com vocês uma arte conceitual que fiz para um filme não realizado do Homem-Aranha, de anos atrás. Este teria sido divertido, com muitos vilões, seis para ser exato.
De qual projeto se trata
A descrição aponta para um filme específico. O Espetacular Homem-Aranha 3 era a continuação planejada pela Sony como cruzamento direto com um longa dedicado ao Sexteto Sinistro. A montagem daquela equipe já estava esboçada. O segundo filme encerrava com uma cena mostrando um cofre da Oscorp repleto de equipamentos destinados ao Abutre e ao Doutor Octopus.
O time previsto ia além. Mysterio, Kraven, o Caçador, e um Norman Osborn ressuscitado, vivido por Chris Cooper, completariam a formação, com o diretor Marc Webb planejando reapresentá-lo como o verdadeiro Duende Verde.
Por que nada aconteceu
Drew Goddard estava escalado para escrever e dirigir o filme dedicado aos vilões, concebido como história de assalto. O projeto empurraria a continuação para 2018, mas o desempenho comercial decidiu tudo. O Espetacular Homem-Aranha 2 rendeu menos do que a Sony esperava, e o estúdio descartou a programação inteira, incluindo um filme da Gata Negra.
Vale lembrar que o assunto se arrastou por anos. Nossa cobertura registrou que problemas de agenda com aquele cineasta travaram o projeto por bastante tempo, mesmo com a produtora Amy Pascal sinalizando interesse publicamente. Um detalhe reforça a ligação com a arte divulgada. Relatos da época indicavam que o filme dos vilões se passaria numa ilha habitada por dinossauros, o que conversa diretamente com o cenário remoto da pintura.
Para quem não conhece a equipe, vale a apresentação. O Sexteto Sinistro estreou nos quadrinhos em 1964, criado por Stan Lee e Steve Ditko, reunindo os piores inimigos do herói sob liderança do Doutor Octopus.

A campanha que não deu certo
O retorno de Andrew Garfield em Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa reacendeu a esperança do público. Uma campanha nas redes pedia que a Sony deixasse o ator concluir a trilogia dele. Aquilo dominou manchetes sem render aprovação alguma. O próprio Garfield já declarou que gostaria de voltar ao papel, o que mantém a conversa viva.
A tentativa mais recente também fracassou. O universo paralelo da Sony chegou a acenar com a equipe numa cena pós-créditos de Morbius, mas os filmes seguintes tiveram desempenho fraco e o projeto foi abandonado.
O caminho aberto no universo atual
A infraestrutura para uma equipe de vilões já existe. Homem-Aranha: Um Novo Dia abre com uma sequência que mostra Peter Parker enfrentando adversários de rua ao longo de quatro anos.
O filme também estabelece uma prisão de segurança máxima. O Departamento de Controle de Danos mantém pessoas com poderes detidas e estuda equipamentos apreendidos. A soma daquilo tudo é sugestiva. Uma galeria de vilões estabelecida e um presídio próprio para eles montam exatamente o cenário que a formação da equipe pediria.
Nada foi anunciado, porém. O estúdio não confirmou qualquer projeto dedicado ao grupo, e a arte divulgada trata de um filme abandonado há mais de uma década. Homem-Aranha: Um Novo Dia segue em cartaz nos cinemas.





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