Quem acompanha Tony Stark nas páginas percebeu uma guinada clara. A oitava edição de Homem de Ferro, escrita por Joshua Williamson, devolveu ao jogo um antagonista que estreou nos anos 1960.
Os dois vilões da edição
O primeiro deles já era esperado. Anton Vanko, versão moderna do Chicote Negro, ataca uma prisão de segurança máxima para libertar alguém. A identidade do resgatado carrega o peso da história. Trata-se de Marco Scarlotti, o primeiro portador daquele manto, criado décadas antes.
A dupla compartilha uma motivação. Ambos nutrem ódio profundo pelo empresário, gênio e filantropo, ainda que por razões distintas.
Quem é cada um
Scarlotti nasceu ligado ao crime organizado. Ele se infiltrou nas fábricas do industrial, roubou tecnologia e criou os chicotes de energia que dão nome ao personagem. A trajetória dele foi de derrotas seguidas. Depois de várias prisões, chegou a adotar outro codinome antes de morrer numa história antiga, e voltou à vida desde então.
Vanko tem origem mais recente. Ele acreditava que o herói havia matado o pai dele, e manteve a vingança mesmo após descobrir a verdade.


A estratégia por trás
A revista atual vem resgatando o passado do personagem. A publicação já trouxe de volta a organização AIM, a Madame Máscara e o vilão conhecido como Consertador.
O protagonista também mudou de rotina. Tony Stark abriu uma escola para jovens gênios, movimento que ecoa a fórmula dos X-Men.
O contraste com o cinema
O público das telas conhece outra versão. Homem de Ferro 2 apresentou um Chicote Negro criado especificamente para o filme, distinto dos dois das páginas, o que alimenta um equívoco comum. Muita gente acredita que o herói só ganhou relevância depois de 2008, quando ele já era peça central da editora havia décadas.
Nós já mapeamos aquela trajetória antes. Detalhamos por aqui os caminhos possíveis para o retorno do personagem às telas, análise que passa justamente pelo repertório dos quadrinhos. Datas comemorativas também marcam a franquia. Já explicamos por aqui por que um dos filmes do herói costuma ser classificado como produção natalina, curiosidade que divide o público até hoje.
O momento do herói
A vida do Homem de Ferro está mais cheia. Ele tem alunos sob responsabilidade, uma relação em construção e o reencontro com Pepper Potts. Isso aumenta o que ele pode perder. Ter mais vínculos torna a chegada simultânea de dois inimigos vingativos bem mais perigosa.
O time criativo tem parte no resultado. A arte fica com Carmen Carnero, elogiada pela sequência de ação entre o herói e o vilão nesta edição.
Uma pista extra ficou plantada na revista. Referências a anéis aparecem ao longo das páginas, o que sugere a chegada de outro antagonista clássico, o Mandarim.






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