George R.R. Martin já confirmou que os últimos livros levarão a história ao extremo norte de Westeros. A promessa corrige justamente o ponto mais criticado do final da série da HBO.
A espera por Os Ventos do Inverno (The Winds of Winter) continua indefinida, mas uma promessa antiga do autor segue de pé. George R.R. Martin confirmou que os dois últimos volumes de As Crônicas de Gelo e Fogo vão explorar o território mais ao norte de Westeros. A região é associada aos Caminhantes Brancos. Nos livros, aliás, eles são chamados apenas de Outros.
A informação vem de uma entrevista concedida pelo escritor em 2012. Na ocasião, ele afirmou que a área além da Muralha ainda não havia sido explorada, mas que isso aconteceria nos dois livros finais da saga. O trecho voltou a circular entre os fãs justamente pelo peso que a promessa carrega.
O que existe além da Muralha
A região tem nome sugestivo. Chamada de Land of Always Winter, algo como as terras do eterno inverno, ela ocupa o extremo norte do continente. O lugar permanece congelado o ano inteiro. Pela lógica da narrativa, seria dali que as criaturas emergem quando despertam.
O conhecimento sobre elas é propositalmente escasso. Sabe-se apenas que surgiram há milhares de anos e foram derrotadas por uma aliança entre os Filhos da Floresta e os Primeiros Homens. A origem exata, porém, nunca foi revelada nas páginas. Vale um detalhe importante: o Rei da Noite, criado para a televisão, simplesmente não existe nos livros.
Uma pista plantada desde o primeiro volume
O caminho já estava desenhado desde o início. Ainda em A Guerra dos Tronos, Bran Stark tem uma visão reveladora. Nela, sua percepção viaja para muito além da Muralha, atravessando florestas nevadas e planícies mortas. No fim do trajeto, o garoto encontra algo aterrorizante no coração do inverno. A passagem sempre foi lida como uma antecipação do que virá.
Por isso, muitos leitores apostam em um novo retorno àquele lugar pelas visões do personagem. Ele agora é treinado por um mentor ligado à magia. A hipótese soa mais plausível do que uma viagem física, dada a distância e as condições extremas. Ainda assim, nada foi confirmado sobre a forma.
A chance de corrigir o erro da série

Aqui entra a comparação inevitável, com aviso de spoiler para quem nunca assistiu ao desfecho da adaptação. Na oitava temporada de Game of Thrones, a guerra contra os mortos foi resolvida em poucos episódios. A ameaça acabou eliminada em uma única noite de batalha. A pressa está entre as maiores queixas do público sobre o encerramento.
Nos livros, o cenário tende a ser diferente. Explorar a origem das criaturas permite ampliar a mitologia e esclarecer quantas realmente existem. Dá para mostrar como elas operam sem transformá-las em vilões convencionais com um líder humano. Martin sempre tratou o assunto de forma mais sobrenatural e menos personificada. O autor também já demonstrou insatisfação com decisões da produção, como registramos quando o criador se disse decepcionado com a HBO.
Resta, claro, a pergunta de sempre: quando? O autor segue trabalhando na obra, tema que acompanhamos há anos, como quando ele aproveitou a quarentena para avançar no livro. Depois de Os Ventos do Inverno, ainda falta o volume final da saga.




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