O terceiro filme do Homem-Formiga deixou a franquia em situação delicada. Em conversa com o site The Direct, Kathryn Newton, intérprete de Cassie Lang, foi questionada sobre a possibilidade de um quarto longa e ofereceu uma resposta otimista, ainda que bastante realista quanto ao calendário.
O que a atriz respondeu
A avaliação dela parte da demanda do público. Segundo a atriz, se os fãs quiserem mesmo outra continuação, existe uma chance razoável de o projeto acontecer em algum momento.
Ela fez questão de acrescentar uma ressalva. Newton lembrou que franquias populares costumam ser reiniciadas duas décadas depois do último capítulo, o que significa uma espera potencialmente longuíssima.
O mérito da resposta está justamente aí. Ela não vendeu esperança falsa, algo raro em entrevistas de divulgação com atores ligados a franquias grandes.
Os números que explicam a cautela
O desempenho de Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania ajuda a entender o cenário. A estreia foi boa, com cerca de 106 milhões de dólares apenas no primeiro fim de semana norte-americano.
A queda veio logo depois. O filme registrou a maior derrocada semanal já vista em um lançamento da Marvel até então, perdendo perto de 70% do público de uma semana para outra.
O resultado final ficou em 476 milhões de dólares no mundo, contra orçamento estimado em 200 milhões.
A franquia sempre brigou por espaço
Um detalhe histórico ajuda a dimensionar a situação. O personagem nunca foi tratado como prioridade pelo estúdio, e o primeiro filme atravessou uma produção conturbada, com troca de diretor pelo caminho.
Mesmo assim, a saga acabou virando peça estrutural. Foi o Reino Quântico apresentado nesses longas que forneceu a solução narrativa usada para resolver o confronto contra Thanos, o que dá ao herói uma importância bem maior do que a bilheteria sugere.

Existe também um contraponto que raramente aparece nessa conversa. Bilheteria decepcionante não significa filme sem público, e o longa acumulou audiência considerável no streaming depois. O critério do estúdio, porém, continua sendo o desempenho nas salas.
O que trava a volta neste momento
Existem dois obstáculos concretos. O primeiro é a agenda: o planejamento interno da casa se estende até a década de 2040 e já está lotado de projetos anunciados.
O segundo é narrativo. O gancho aberto pelo terceiro filme envolvia um vilão que seria a grande ameaça da fase seguinte, plano abandonado pelo estúdio depois, o que deixou a história sem continuação óbvia.
Há ainda a questão do elenco. Paul Rudd e Evangeline Lilly seguem sem qualquer anúncio ligado ao personagem, e nenhum dos dois se manifestou publicamente sobre continuar. Sem os protagonistas, a conversa muda de natureza.
Por que o prazo citado por ela faz sentido
A comparação com reinícios de duas décadas não foi escolhida ao acaso. Esse virou o padrão da indústria, e vale para praticamente qualquer propriedade com reconhecimento de marca.
Aplicada aqui, porém, a lógica tem um custo. Um retorno nesse horizonte significaria elenco novo, e não a volta dos rostos atuais. Lida com atenção, a fala dela é otimista sobre o personagem, não sobre as pessoas que o interpretam hoje.
Nada foi anunciado pelo estúdio até agora. Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania segue disponível no Disney+.





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