O segundo filme do MCU carrega fama de peça deslocada, e agora ganhou contexto novo. Louis Leterrier, diretor de O Incrível Hulk, confirmou ao site Collider a existência de um corte alternativo bem diferente do que chegou aos cinemas.
O que ele contou
A montagem original era mais longa e mais pesada. O cineasta explicou que aquele material carregava sementes de histórias desenvolvidas anos depois.
Existe um corte mais sombrio. Mais longo, obviamente. Não chega a uma hora, mas é bem interessante, porque O Incrível Hulk foi meio que o primeiro filme a iniciar aquele universo. Então havia todas aquelas ideias que deram origem a muitas das histórias que vocês acompanham hoje.
Nem tudo veio a público. Segundo Leterrier, parte das cenas descartadas circulou em edições domésticas, enquanto outra parte permanece inédita.
A abertura que foi descartada
A sequência inicial se passava no Polo Norte. O trecho foi considerado sombrio demais pelo estúdio, que preferiu abrir o filme de outra forma. O detalhe mais surpreendente envolve o elenco. O diretor afirmou que Steve Rogers apareceria naquela cena, três anos antes da estreia oficial do personagem no cinema.
Estava um pouco à frente do tempo, então a gente não filmou. Mas o Capitão América estava lá. O Tony Stark estava lá, e continua no filme. E a abertura era bem interessante. Se passava no Polo Norte. Era legal. Um pouco sombria demais.
Por que a mudança importou
A origem do herói acabou reescrita depois. O primeiro filme solo do supersoldado, lançado em 2011, estabeleceu circunstâncias completamente diferentes para o resgate dele.
Aquilo deu liberdade ao diretor seguinte. Sem a amarra criada em 2008, a produção pôde construir o próprio caminho.

A ovelha negra da Marvel
O Incrível Hulk nunca teve tanto carinho do público como outros longas da mesma época. O projeto arrecadou cerca de 264 milhões de dólares contra orçamento de 150 milhões. A troca de protagonista também pesou: Edward Norton deixou o papel após divergências criativas, e Mark Ruffalo assumiu a partir de 2012.
Registramos aquela transição por aqui. Já detalhamos as circunstâncias da saída dele e a possibilidade de retorno à franquia, assunto que ressurge de tempos em tempos.
O Brasil também aparece na história. Parte das cenas foi rodada no Rio de Janeiro, e uma atriz brasileira integrou o elenco.
As pontas que voltaram
O filme rendeu mais frutos do que parecia. Personagens apresentados ali reapareceram bem depois, em produções recentes da franquia.
Nossa cobertura acompanhou esse resgate. Registramos a volta de um vilão que ficara esquecido desde 2008, anunciada quase quinze anos após a estreia: o Líder, em Capitão América: Admirável Mundo Novo.
Leterrier deixou a porta aberta. Ele afirmou que nem todo o material descartado veio a público até hoje. Nenhum lançamento foi anunciado, porém. A Marvel Studios não sinalizou intenção de divulgar aquela montagem.





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