A série Lanternas estreou neste domingo (16) na HBO e na HBO Max e já provocou um terremoto entre os fãs da DC. O episódio inicial termina com uma morte de peso e um mistério que promete sustentar os sete capítulos restantes.
O impacto é ainda maior pelo contexto: Hal Jordan estava fora do live-action desde o filme de 2011, e John Stewart nunca havia saído das animações. A dupla, vivida por Kyle Chandler e Aaron Pierre, finalmente chegou em carne e osso, mas com um preço altíssimo.
O salto no tempo que muda tudo no último minuto
A maior parte do episódio se passa em 2016, com John Stewart em treinamento para se tornar o novo Lanterna Verde. A dupla acaba na cidadezinha de Rushville, no Nebraska, depois de um ataque em um evento esportivo despertar as suspeitas de Hal sobre algo de origem alienígena.
A bomba explode na cena final. A trama salta dez anos, para 2026, com John de volta à cidade ao lado da xerife local, papel de Kelly Macdonald. No estádio coberto de neve, os dois encontram Hal Jordan sentado na arquibancada, imóvel, morto. Ao se aproximar do corpo congelado, John percebe o detalhe mais inquietante: o anel do herói desapareceu. Corta para os créditos.
As perguntas que o anel sumido deixa no ar
A cena planta três mistérios de uma vez: quem matou Hal Jordan, onde está seu anel e por que John segue sem portar um. A ausência do artefato é o ponto mais estranho para os leitores. No cânone dos quadrinhos, quando um Lanterna Verde morre, o anel imediatamente parte em busca de um novo portador digno.

Como isso não aconteceu, o site levanta duas hipóteses. A primeira seria uma quebra deliberada das regras clássicas, com alguém capaz de matar um Lanterna e roubar o anel. A segunda é ainda mais intrigante: o corpo poderia nem ser o verdadeiro Hal, e sim uma cópia alienígena deixada como recado, ligada ao caso de 2016.
A resposta definirá o rumo da jornada de John Stewart, aposta central da série desde o anúncio de Pierre.
A regra de James Gunn
Quem aposta em uma ressurreição rápida precisa lembrar do aviso dado por James Gunn em suas redes sociais no ano passado.
No DCU, se você morre, você está morto. Eu não me incomodaria de usar o Poço de Lázaro, ou ressurreição, em uma história. Mas teria que ser parte da própria história. Não vou matar personagens importantes só para jogá-los no velho Poço e trazê-los de volta à vida.
O recado combina com o rigor narrativo que o chefão aplica ao universo, o mesmo cuidado visto quando ele avaliou cada peça do tabuleiro, de Batman em diante. Por outro lado, os quadrinhos já mataram e reviveram Hal Jordan, e a ausência do anel coloca tudo em cheque.
Verdade ou disfarce, o golpe de roteiro cumpriu a missão: depois de quinze anos de espera pelo herói no live-action, ninguém vai desgrudar dos próximos episódios de Lanternas, lançados semanalmente na HBO Max.





Seja o primeiro a comentar