O filme entra no catálogo 103 dias após a estreia nos cinemas. A Lucasfilm também anunciou um podcast oficial com Jon Favreau, Pedro Pascal e Sigourney Weaver.
Quem deixou de assistir ao filme nos cinemas terá uma nova chance. A Lucasfilm confirmou nesta sexta-feira (14) que Star Wars: O Mandaloriano e Grogu (The Mandalorian and Grogu) estreia no Disney+ em 2 de setembro, uma quarta-feira. O lançamento é global e acontece exatamente 103 dias após a chegada do longa aos cinemas, em 22 de maio.
A data também posiciona o streaming pouco mais de uma semana depois da versão em mídia física. O filme sai em DVD, Blu-ray e 4K Ultra HD em 25 de agosto, enquanto as plataformas digitais de compra e aluguel já o disponibilizam desde julho.
Podcast oficial revela bastidores da produção
Junto com o anúncio, a Lucasfilm apresentou o Star Wars: The Mandalorian and Grogu Official Podcast. A produção estreia no mesmo dia 2 de setembro, às 22h no horário de Brasília, com dois episódios liberados de uma vez, intitulados Growing Up e Bigger & Different.
As gravações aconteceram no cenário do bar da Base Adelphi, construído para o filme. A lista de convidados impressiona: o diretor e corroteirista Jon Favreau, o presidente da Lucasfilm Dave Filoni, o compositor vencedor do Oscar Ludwig Göransson, além dos atores Pedro Pascal e Sigourney Weaver. O próprio Grogu aparece na conversa.
Os episódios em vídeo ficam disponíveis no Disney+ e no YouTube. Já as versões em áudio chegam a plataformas como Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music e outras.
Uma bilheteria abaixo do esperado
O desempenho comercial do longa merece contexto. O filme arrecadou 345,2 milhões de dólares em todo o mundo, sendo 177,7 milhões apenas nos Estados Unidos. É a menor bilheteria entre os filmes de Star Wars em ação ao vivo, abaixo dos 393 milhões de Han Solo: Uma História Star Wars.
Vale a ressalva: o recorde negativo se aplica às produções com atores reais, e não a toda a franquia. A animação Star Wars: A Guerra dos Clones, de 2008, teve resultado inferior.
O orçamento foi de 165 milhões de dólares, o mais enxuto entre os filmes da saga sob comando da Disney. Ainda assim, estimativas do setor apontam que o longa precisaria de algo entre 330 e 412 milhões para se pagar.
A leitura da Disney sobre o resultado
A empresa reconheceu publicamente que o filme ficou aquém das expectativas nas bilheterias. Por outro lado, executivos apontaram ganhos em outras frentes, incluindo vendas de produtos licenciados, movimento nos parques temáticos e iniciativas ligadas a games.
Há também um dado que joga a favor da produção no streaming. A recepção do público foi sólida, com 86% de aprovação na audiência do Rotten Tomatoes. Além disso, a marca nasceu justamente no Disney+, onde a série original se firmou como carro-chefe do serviço. É bastante provável, portanto, que o filme encontre no catálogo o público que não foi às salas.
O que vem depois
A trama se passa após a queda do Império, com senhores da guerra imperiais espalhados pela galáxia. Din Djarin e Grogu são recrutados pela coronel Ward, vivida por Sigourney Weaver, para auxiliar a Nova República. O elenco ainda traz Jeremy Allen White como Rotta, o Hutt, e uma participação de Martin Scorsese.
Por ora, não há anúncio de continuação nem de uma quarta temporada da série. O desempenho no streaming pode influenciar essa decisão. Vale lembrar que o calendário da franquia no cinema já passou por mudanças significativas nos últimos anos, com datas remanejadas e projetos reposicionados.




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