O público brasileiro talvez não soubesse o nome dela, mas certamente lembra da cena. Mary Egida Rivera, intérprete da avó de Ned Leeds em Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa, morreu aos 82 anos, em Honolulu, no Havaí.
O que a família informou
Segundo relato de um familiar ao site TMZ, ela sofreu um acidente vascular cerebral e precisou de suporte respiratório. Diante do quadro apresentado pelos médicos, a família tomou a decisão de interromper os equipamentos.
A data merece atenção. Ela morreu em 15 de abril, e a informação só ganhou repercussão pública nesta semana, quase quatro meses depois.
A atriz nasceu em 2 de junho de 1943, na cidade de Iloilo, nas Filipinas. Ela deixa o marido, Alejandro Rivera, e quatro filhos.
A cena que o público guardou
A participação dela dura pouco e acontece em um momento de tensão máxima. Ned Leeds, papel de Jacob Batalon, e MJ, personagem de Zendaya, estão em confronto verbal com o Peter Parker vivido por Andrew Garfield, recém-chegado de outra realidade.
A avó entra na sala e quebra o clima por completo. Falando em tagalo (língua das Filipinas), com Ned traduzindo, ela pede ao visitante que use os poderes para tirar uma teia de aranha do teto, num canto que ninguém alcançava.

O efeito cômico funcionou de imediato. A cena virou uma das mais lembradas de um filme cheio de momentos memoráveis.
Um papel que representava mais do que parecia
Existe uma camada que o público brasileiro talvez não tenha percebido. A escalação dela foi a primeira vez que a franquia mostrou a família do melhor amigo do protagonista, reforçando a origem filipina do personagem.
Isso não aconteceu por acaso. Vale lembrar que a busca por uma atriz para viver uma parente de Ned já havia sido apontada como oportunidade de representatividade antes mesmo da estreia.
Para a comunidade filipina, o efeito foi imediato. Homenagens publicadas na página de obituário dela destacam justamente a forma como representou aquela cultura em uma produção de alcance global.
Como ela chegou ao papel
A história tem um detalhe afetuoso. Segundo o familiar ouvido pelo TMZ, foram os parentes que a incentivaram a fazer o teste para a vaga.
O resultado virou motivo de orgulho pessoal. A participação naquele filme é descrita pela família como uma de suas conquistas mais estimadas.
O contexto daquele filme
A produção de 2021 marcou uma geração de espectadores. Ela reuniu três intérpretes do herói pela primeira vez, algo que os fãs passaram meses tentando confirmar antes da estreia, entre trailers e especulações.
Em meio a toda aquela escala, uma cena curta e doméstica se destacou. É justamente esse tipo de momento que costuma sobreviver na memória do público.
Vale registrar também o alcance daquele momento. Ver uma senhora falando a própria língua em uma cena de filme bilionário, sem legenda interna e sem piada às custas do idioma, é experiência rara para qualquer comunidade imigrante.
Uma nota final
Participações pequenas raramente rendem manchete. Elas costumam ser, porém, o que dá textura a um filme, e quem assistiu àquela sequência entende bem o que isso significa.
Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa segue disponível em plataformas de streaming no Brasil. Vale rever a cena, agora com o nome dela na memória.






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