A diretora e atriz comentou o novo apetite do público jovem por autoria no cinema. A declaração veio na promoção da comédia ‘O Convite’, em cartaz no Brasil.
Contrariando o discurso pessimista sobre o futuro das salas de cinema, Olivia Wilde resolveu apontar um herói improvável nessa história: a Geração Z. Em entrevista à revista Variety, a cineasta, que dirige e estrela a comédia O Convite (The Invite), afirmou que o público jovem está justamente valorizando a experiência coletiva das telonas. Para ela, vivemos um momento de forte apreço pelo cinema autoral e por novas formas de contar histórias, o que derruba a ideia de que os mais novos abandonaram os cinemas. Entenda o argumento da diretora.
O que disse Olivia Wilde
A fala vai na contramão da narrativa de crise que domina a indústria. Segundo Wilde, existia um consenso de que os jovens não teriam mais interesse em sair de casa para assistir a filmes, algo que os números recentes estariam desmentindo.
A diretora citou o sucesso de produções de terror recentes, como Backrooms e Obsessão, comandadas por cineastas da própria Geração Z e voltadas a esse público. Para ela, são esses espectadores que impulsionam a bilheteria e o entusiasmo pela autoria atualmente.
Eles querem que as pessoas assumam riscos nos filmes, porque valorizam esse risco. O público nunca foi o problema, e acho que agora estamos vendo os estúdios reconhecerem isso.
A defesa da comédia nas telonas
Não por acaso, Wilde faz questão de defender o lançamento de O Convite nos cinemas. Ao longo dos últimos anos, criou-se a percepção de que a comédia seria um gênero destinado quase exclusivamente ao streaming, algo que a diretora espera ver mudar.
Para ela, o novo trabalho pertence à tela grande por natureza. A cineasta argumenta que se trata de um filme feito para ser assistido com atenção total, sem a distração de um celular na mão, o que reforça a importância da sala escura e da experiência compartilhada.
Sobre ‘O Convite’
Terceiro trabalho de Olivia Wilde na direção, depois de Booksmart e Não Se Preocupe, Querida (Don’t Worry Darling), o longa reúne um elenco de peso. Além dela própria, o filme conta com Seth Rogen, Edward Norton e Penélope Cruz.
A trama parte de uma premissa simples e explosiva: um jantar casual entre vizinhos que descarrila para uma noite caótica de revelações. Distribuída internacionalmente pela A24, a produção é um remake da peça The People Upstairs, do espanhol Cesc Gay, já adaptada em vários países.
Reconhecimento da crítica
O apelo à sala de cinema vem acompanhado de resultados concretos. Após estrear no Festival de Sundance, no início do ano, o filme foi bem recebido pela crítica internacional e conquistou prêmios importantes no Astra Midseason Awards, organizado pela Hollywood Creative Alliance.
Entre as conquistas estão os troféus de Melhor Roteiro, para Rashida Jones e Will McCormack, e de Melhor Atriz Coadjuvante, para Penélope Cruz. O desempenho reforça o argumento da diretora de que projetos autorais ainda encontram espaço, mesmo em um mercado dominado por grandes franquias.
Por que essa discussão importa?
A fala de Wilde toca em um debate central da indústria: a sobrevivência de filmes adultos e de médio orçamento nas telonas. É a mesma tensão que aparece quando grandes apostas tropeçam na bilheteria e o mercado se pergunta o que o público realmente quer ver.
Vale ressaltar, contudo, que a leitura otimista da diretora é uma opinião, e não um dado fechado da indústria. Ainda assim, a ideia dialoga com o debate sobre o apelo das grandes apostas autorais nos cinemas, provando que arte e bilheteria nem sempre estão em lados opostos. E você, concorda que a Geração Z está salvando as salas? Comente aqui embaixo!






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