David Jonsson viverá o filho adulto de T’Challa e assumirá o manto de Wakanda. O anúncio veio direto do palco da San Diego Comic-Con, com Ryan Coogler de volta à direção.
Wakanda finalmente tem um novo herdeiro. A Marvel Studios confirmou que o ator britânico David Jonsson viverá T’Challa II, filho do personagem eternizado por Chadwick Boseman, em Pantera Negra 3. O anúncio foi feito por Ryan Coogler e por Kevin Feige durante o painel do estúdio no Hall H da San Diego Comic-Con. O filme tem estreia marcada para 15 de dezembro de 2028.
Quem é o novo Pantera Negra
Jonsson vem de uma sequência sólida de trabalhos elogiados. Ele ganhou projeção internacional com Alien: Romulus e também se destacou na série Industry, da HBO, além do longa Rye Lane, de 2023.
Segundo o próprio diretor, a decisão de escalá-lo veio depois de assistir à atuação do ator em The Long Walk, adaptação de Stephen King bastante celebrada pela crítica. No palco do evento, diante de uma plateia que gritava o nome de Wakanda, Jonsson demonstrou emoção ao falar sobre a oportunidade.
Obrigado a esta família incrível da qual tenho a honra, o privilégio e a bênção de fazer parte. (tradução livre)
Nas redes sociais, o ator manteve o tom contido ao publicar sobre a novidade, resumindo o momento como um privilégio e uma honra, acompanhado apenas da data de estreia.
A reação de Michael B. Jordan
Um dos primeiros a comemorar publicamente foi Michael B. Jordan, intérprete de Erik Killmonger nos dois primeiros filmes da franquia. Questionado sobre a escalação, o ator não escondeu o entusiasmo, dizendo adorar a escolha e afirmar mal poder esperar pelo resultado.
O apoio tem peso simbólico. Jordan construiu com Boseman uma relação próxima durante as filmagens do primeiro longa, e sua atuação como Killmonger é frequentemente apontada como uma das melhores da história do UCM.
Quem é T’Challa II na história

O personagem não é exatamente uma novidade. Ele foi apresentado ainda criança no desfecho de Pantera Negra: Wakanda Para Sempre, revelado como filho de T’Challa e de Nakia, vivida por Lupita Nyong’o. A cena era guardada como segredo e emocionou o público na época.
Agora, o terceiro filme acompanhará esse jovem já adulto, em uma trama descrita como uma história de amadurecimento. O foco recai sobre a jornada dele rumo ao trono e sobre o peso de suceder o próprio pai. Vale registrar que a Marvel não divulgou detalhes de enredo durante o painel.
Quem mais volta
O elenco de retorno já conta com nomes conhecidos. Letitia Wright reprisa Shuri, que assumiu o manto no segundo filme, e Winston Duke volta como M’Baku. Denzel Washington, que confirmou publicamente seu envolvimento no projeto em 2024, também aparece entre os nomes ligados à produção, embora seu papel siga sem detalhamento oficial.
Uma aposta técnica inédita no UCM
Um detalhe revelado no painel passou despercebido por parte da cobertura, mas é historicamente relevante. Coogler anunciou que Pantera Negra 3 será filmado inteiramente em película de grande formato, no padrão de 70 milímetros.
Trata-se de algo inédito para um filme do UCM, que sempre trabalhou com captação digital. A escolha dialoga diretamente com a trajetória recente do diretor, que vem defendendo o uso de película em suas produções. É um sinal de ambição estética considerável para um blockbuster desse porte.
O peso do legado
Toda essa movimentação carrega um contexto delicado. Chadwick Boseman morreu em agosto de 2020, aos 43 anos, após enfrentar um câncer de cólon de forma discreta e reservada por anos. Sua partida interrompeu planos que já existiam para a continuação e obrigou o estúdio a repensar completamente o rumo da franquia.
Coogler e a equipe optaram por transformar o luto em narrativa. Wakanda Para Sempre tratou diretamente da morte de T’Challa e do vazio deixado por ele, arrecadando 859 milhões de dólares e conquistando um Oscar. Naquela edição, Angela Bassett também se tornou a primeira intérprete indicada ao prêmio por uma atuação em um filme da Marvel.
O primeiro longa, de 2018, permanece um marco à parte. Ele ultrapassou a marca de 1,3 bilhão de dólares e levou três estatuetas, além de se firmar como um símbolo de representatividade para o público negro no cinema de super-heróis.
Portanto, o desafio de Jonsson é considerável. Ele não substitui Boseman, e sim interpreta um personagem diferente, com identidade própria, dentro de um universo que ainda reverencia o antecessor. A recepção inicial dos fãs, contudo, tem sido bastante positiva.






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