Os vilões de Planetary, a HQ de Warren Ellis e John Cassaday, são uma paródia do Quarteto Fantástico que, em alguns aspectos, até supera o original. Há argumento o suficiente para sugerir que a DC Studios poderia levar essa turma ao público de séries.
Em Planetary, uma obra de 27 edições, a organização liderada por Elijah Snow foi criada para enfrentar Os Quatro. Jakita Wagner e Drummer atuam como agentes de campo no começo da trama. Já o grupo rival reúne Dowling, um cientista americano recrutado após a Segunda Guerra Mundial, Greene, ex-piloto de operações secretas dos Estados Unidos, Leather, ex-acrobata, e Suskind, cientista nazista.
Os poderes também lembram os da primeira família da Marvel. Dowling controla mentes e tem elasticidade, enquanto Suskind é invisível por desviar a luz do próprio corpo. Como ela não enxerga, Dowling criou óculos especiais para a parceira.

A subversão que conquistou o público
O Quarteto Fantástico surgiu em 1961, pelas mãos de Stan Lee e Jack Kirby, e inaugurou o Universo Marvel moderno. Kirby também criou, na DC, Challengers of the Unknown, equipe de aventureiros sem superpoderes que seria a origem do conceito na DC. O mérito dos vilões estaria justamente em virar o conceito do avesso.
Noutra leitura, Os Quatro refletem as realidades da Guerra Fria, ao passo que o Quarteto Fantástico representava suas fantasias. A HQ vira, assim, um passeio pelo século XX, com referências a seriados, filmes de kung fu, contos de fantasmas asiáticos, ficção científica nuclear e quadrinhos britânicos dos anos 1980.
Para os leitores, o lado positivo é ver uma HQ cultuada ganhar visibilidade. Por outro lado, o risco é diluir a ironia de Ellis, que depende do conhecimento prévio das fontes homenageadas. De toda forma, a ideia ecoa o interesse atual pela primeira família da Marvel, tema da nossa matéria sobre a história e os poderes do Quarteto Fantástico, e mostra como a concorrência entre as editoras segue rendendo debates.






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