Uma discussão no Reddit reacendeu o debate sobre o futuro da franquia faroeste da Rockstar. A ideia mais comentada leva o jogador aos primeiros anos de Arthur, Dutch e Hosea, antes da formação da gangue.
Assim que a poeira de Grand Theft Auto VI baixar, todos os olhos devem se voltar para a outra grande franquia da Rockstar Games. Com Red Dead Redemption 2 hoje na terceira posição entre os jogos mais vendidos da história, a expectativa por um terceiro capítulo só cresce. E os fãs, evidentemente, já começaram a desenhar o que gostariam de ver. Vale deixar claro desde já: a Rockstar nunca anunciou Red Dead Redemption 3.
A ideia que dominou a conversa
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Tudo partiu de uma discussão no Reddit, destacada pelo site Screen Rant. A proposta é simples e, ao mesmo tempo, sedutora: enquanto o número do jogo avança, a linha do tempo recua. Em vez de continuar a história, uma nova prequela levaria o jogador aos anos anteriores à formação da gangue de Van der Linde.
Imagine um Arthur Morgan mais jovem e ingênuo, ainda sendo lapidado por Dutch van der Linde e Hosea Matthews. Segundo os relatos reunidos na discussão, boa parte da comunidade concorda que acompanhar essa transformação, de garoto órfão de rua a pistoleiro temido, renderia momentos narrativos poderosos.
Há quem sonhe ainda mais alto. Um usuário sugeriu, de acordo com o levantamento, que o jogo poderia ser uma história de origem para toda a gangue, começando com um Dutch jovem, na época em que perdeu o pai na guerra, e apresentando os demais integrantes ao longo das missões, em um mapa completamente novo.
Nem todo mundo concorda
Por outro lado, uma parcela considerável dos fãs quer virar a página de vez. O argumento é consistente: a saga de Dutch já contou o que precisava contar e amarrou as pontas soltas deixadas pelo primeiro jogo. Insistir nesses personagens seria repetir uma história encerrada.
Um comentário citado na discussão vai além e toca em um ponto interessante de roteiro. Muita gente pede para ver o infame assalto de Blackwater, o evento que dá início ao desastre de Red Dead Redemption 2. Para esse usuário, mostrar aquilo em tela seria um erro. O episódio funciona melhor justamente porque nunca é exibido, apenas mencionado. Encená-lo destruiria parte da força que ele tem como recurso narrativo.
Nesse campo, a preferência é por um protagonista inédito, uma nova gangue e personagens distantes do círculo de Dutch, ainda que dentro do mesmo universo.
Outras possibilidades levantadas

A conversa também abriu espaço para cenários alternativos. Alguns fãs gostariam de ver a franquia se aventurar em uma era diferente, como a Corrida do Ouro de Klondike, no fim do século 19. Outro grupo, bastante vocal, quer acompanhar Sadie Adler em sua jornada pelo México, deixada em aberto no epílogo.
Convém reforçar que nada disso passa de especulação de comunidade. Não há relato oficial, rumor de bastidores confirmado ou qualquer sinalização da Rockstar sobre o rumo da série.
O peso comercial da franquia
Os números explicam por que o assunto não morre. Red Dead Redemption 2 ultrapassou 85 milhões de cópias vendidas, tornando-se o terceiro jogo mais vendido de todos os tempos, atrás apenas de Minecraft e de Grand Theft Auto V. Mais impressionante: o título registrou seu melhor ano de vendas desde o lançamento, quase oito anos depois de estrear.
Tudo isso sem versão nativa para os consoles atuais, sem DLC de peso e com Red Dead Online praticamente abandonado desde 2022. É um desempenho raro, sustentado quase exclusivamente pelo boca a boca.
Por que a Rockstar deve pensar duas vezes
A discussão dos fãs expõe um dilema real de criação. Prequelas são confortáveis, porque entregam personagens amados e evitam o risco de contrariar o público. Só que elas carregam um problema estrutural: o destino já é conhecido. Sabemos onde Arthur, Dutch e Hosea vão parar, e isso reduz a tensão dramática.
Por outro lado, o argumento contrário também tem méritos. Um universo tão bem construído comporta muito mais do que uma única gangue. A Corrida do Ouro, a Revolução Mexicana ou até o Velho Oeste em plena industrialização ofereceriam cenários inéditos sem tocar em nada consagrado.
A verdade prática é que a decisão está longe. Com Grand Theft Auto VI marcado para 19 de novembro de 2026 em PlayStation 5 e Xbox Series, a Rockstar deve passar os próximos anos inteiramente dedicada a esse universo. Um novo Red Dead, se vier, dificilmente aparece antes do fim da década.
Por ora, resta a espera e a especulação. Não faltam ideias, o que é um bom sinal para a saúde da franquia. A pergunta que sobra é se a Rockstar vai olhar para trás, para o lado, ou construir algo que ninguém imaginou. Considerando o histórico do estúdio, apostar na terceira opção talvez seja o mais sensato.






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