Resident Evil: entenda o final e o que pode vir por aí

Andre Luiz

Quando surgiu a notícia de que Zach Cregger, diretor por trás do cult Noites Brutais, assumiria a nova versão de Resident Evil, muita gente ficou surpresa. Não só porque ele havia construído sua reputação como cineasta de histórias originais. Também porque isso significava que a franquia de games, marcada por adaptações ruins ao longo dos anos, finalmente teria uma chance real de redenção.

Um final que divide opiniões entre os fãs

Alguns fãs começaram a torcer o nariz quando ficou claro algo importante. O filme de Cregger não traria nenhuma história ou personagem conhecido dos games para a telona. Ainda assim, a produção conseguiu fazer algo ainda mais distinto. Capturou o tom e a sensação de jogar um game de terror de sobrevivência através do cinema.

Pelo que sabemos até agora, funcionou. Resident Evil é o filme mais bem avaliado de toda a franquia baseada nos games da Capcom. Mais impressionante ainda, é agora a adaptação de videogame mais bem avaliada da história do cinema. Mesmo sendo uma aventura enxuta de 90 minutos, o final ainda é algo capaz de deixar muita gente coçando a cabeça.

O final de Resident Evil, explicado

Todo o eixo da trama de Resident Evil gira em torno de Bryan, vivido por Austin Abrams. Ele tenta entregar algo ao Hospital Geral de Raccoon City, mas tem encontros violentos pelo caminho, incluindo um cachorro mutante aterrorizante. Uma garotinha infectada também o morde no braço. Bryan se vê dentro de um carro com um executivo da Umbrella Corporation, quando finalmente respostas.

Bryan não está entregando um órgão para uma criança doente. Ele está levando uma parte da cura para o vírus desenvolvido pela Umbrella. O destino é a equipe de laboratório capaz de sintetizá-la. Dado seu próprio estado, Bryan quer uma dose da cura para si mesmo.

Ele ainda precisa lutar contra zumbis, monstros que vomitam ácido e uma criatura amalgamada. Só assim consegue chegar ao laboratório. Mesmo lá, depois de entregar a cura, fica claro algo perturbador. A mordida que ele sofreu finalmente está transformando seu corpo.

Resident Evil
Resident Evil – Divulgação / Sony Pictures

Bryan faz de tudo para esconder como sua mão está sofrendo mutação. Logo se torna impossível. Tentáculos começam a brotar de suas costas. Uma boca gigantesca cheia de dentes se abre em seu estômago. Ele começa a assumir a forma de um monstro digno de O Enigma de Outro Mundo, clássico de John Carpenter.

Um momento desolador e calculado

Para tornar tudo ainda mais dilacerante, Bryan continua implorando pela cura. Seus próprios membros, enquanto isso, ganham vida própria e destroem os cientistas ao redor. Tudo culmina no momento final. A cura escapa de suas mãos e cai mais de 20 andares abaixo. Um helicóptero da Guarda Nacional voa pela cena. Um holofote ilumina o Bryan completamente mutado. A tela corta para preto e para o título do filme.

Esse desfecho pode gerar uma resposta forte em parte do público. Isso acontece não só por ser um momento sombrio depois de 90 minutos ao lado de um protagonista tão cativante. A abrupção do corte também contribui para isso. Ainda assim, parece existir uma intenção clara por parte de Cregger.

Mesmo sendo uma criação totalmente inédita, e não um monstro visto nos jogos, algo fica claro. Esse filme não foi só desenhado para capturar o clima de um game de terror de sobrevivência. Foi a origem de uma épica batalha contra um chefão. Não há qualquer indicação oficial de que uma sequência esteja a caminho. Cregger, porém, já demonstrou interesse nisso.

Existe cena pós-créditos?

Dado o padrão dos blockbusters modernos, muitos fãs devem estar se perguntando algo. Será que Resident Evil tem alguma cena pós-créditos ou intermediária? A resposta é simples: não existe. Quando o título do filme aparece após a sequência final, é isso mesmo. Não há mais nada.

Se algum dia surgir uma sequência mostrando esse monstro sendo enfrentado por alguém como Leon Kennedy, isso provavelmente vai dividir a plateia. A dúvida seria para quem torcer: o Bryan mutante ou o novo protagonista.

A recepção crítica extremamente positiva do filme já vinha sendo bastante comentada entre os fãs. Isso apareceu quando mostramos Tom Hopper garantindo que uma versão anterior do reboot seria bastante fiel aos games. A franquia também segue se expandindo para outras plataformas de streaming. Trouxemos as primeiras informações divulgadas sobre a série produzida pela Netflix.

Resident Evil está em cartaz nos cinemas.

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