Zach Cregger recebeu aclamação unânime por seus projetos de terror anteriores, Bárbaro e A Hora do Mal. Agora, porém, o diretor vem enfrentando bastante resistência. O motivo é seu próximo filme, o reboot de Resident Evil. Isso acontece mesmo com ninguém tendo visto mais do que os primeiros trinta minutos da produção até agora.
Boa parte dos fãs está insatisfeita com uma decisão de Cregger. Ele optou por ignorar a mitologia estabelecida dos jogos. Em vez disso, introduziu personagens e tramas totalmente novos na história.
Cregger reconhece a divisão entre os tipos de fã
O The Hollywood Reporter questionou o diretor sobre essa reação negativa. Cregger reconheceu a existência de públicos bem diferentes dentro do próprio fandom:
Existem diferentes tipos de fãs de Resident Evil. Existem fãs como eu, que amam a experiência de jogar os games. Eles acham que nunca existiu um filme que representasse de verdade o que é jogar Resident Evil. É assim que eu me categorizo como fã. Depois, existem fãs dos jogos que amam sobretudo a mitologia, os personagens e os mínimos detalhes da história de fundo. Meu filme, porém, não gasta muito tempo nessas coisas. Eu não estou colocando nenhum personagem clássico nesse filme. Então, se é isso que você ama nesses jogos, você provavelmente vai se sentir de um certo jeito a respeito dele. “Lá vem mais um filme de Hollywood, e de novo eles não estão trazendo o Leon e todos os personagens que eu esperava ver”.
O diretor completou dizendo entender esse ponto de vista. Ele afirmou, porém, não poder deixar que isso afete seu trabalho. Precisa se dedicar inteiramente à melhor versão possível do filme. Não pode se preocupar em agradar cada extremo do fandom. Segundo ele, isso só resultaria em não agradar ninguém.
Menos piadas, mais elogios em sessões de teste
Na maior parte do tempo, Cregger manteve o rumo original que havia planejado para o filme. Ele revelou, porém, ter implementado algumas mudanças. Isso aconteceu depois do retorno recebido em sessões de teste com o público.

Segundo o diretor, ele aprendeu algo importante. As pessoas realmente gostavam do filme, mas achavam que ele tinha piadas demais. Ao longo do processo de testes, Cregger removeu o máximo de piadas que conseguiu. O público passou a gostar mais do resultado. Ele próprio também gostou mais.
Segundo Cregger, um pouco de humor já rende bastante num filme de terror. Não existe uma única piada removida da qual ele sinta falta.
As reações aos primeiros trinta minutos já exibidos mostram algo curioso. Resident Evil ainda parece bastante engraçado. Talvez Cregger tenha cortado boa parte das piadas apenas da segunda metade do filme.
Um final que promete surpreender
O cineasta também foi questionado sobre o desfecho da trama. Ele não revelou muitos detalhes, mas garantiu algo importante. Os fãs vão se surpreender com a forma como o filme termina. Ele descreveu o final como maior do que o esperado. Também afirmou estar bastante orgulhoso do resultado.
Um elenco novo para uma história original
Resident Evil foi escrito por Cregger ao lado de Shay Hatten. O filme acompanha Bryan (Austin Abrams), um entregador de encomendas médicas. Ele se vê, sem querer, no meio de uma corrida frenética pela sobrevivência. Uma noite fatídica e aterrorizante desmorona ao seu redor em completo caos.
O elenco ainda conta com Zach Cherry, Kali Reis e Paul Walter Hauser. Os produtores incluem Robert Kulzer, o próprio Zach Cregger, Roy Lee, Miri Yoon, Carter Swan e Asad Qizilbash. Oliver Berben, Victor Hadida, Richard Wright e Robert Bernacci assinam como produtores executivos.
Cobrimos as primeiras informações sobre elenco e trama desse reboot dos cinemas. A expectativa em torno do projeto só aumentou desde os primeiros anúncios. Vale lembrar também que filmes de terror recentes têm apostado cada vez mais em abordagens ousadas e polarizadoras, como mostrou a recepção intensa de Terrifier 3 nos cinemas.
Resident Evil chega aos cinemas em 18 de setembro.





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