DLC de Resident Evil Requiem só sai após Veronica, afirma insider

Vinicius Miranda

Segundo um informante, a Capcom estaria apostando em expansões de história bem mais longas para a franquia. A contrapartida é uma espera considerável para quem terminou o jogo em fevereiro.

Quem zerou Resident Evil Requiem e aguarda a expansão de história vai precisar de paciência. Segundo o informante Dusk Golem, a Capcom só lançaria a DLC depois da chegada do remake de Resident Evil Veronica, previsto para 2027. A informação não tem confirmação oficial, mas explica um silêncio que já incomodava a comunidade.

A nova estratégia de DLC

O ponto mais interessante da história não é o atraso em si, e sim o motivo. De acordo com o informante, a Capcom estaria investindo em expansões de história mais longas para os jogos da franquia, no calibre de Separate Ways, do remake de Resident Evil 4, e de Shadows of Rose, de Resident Evil Village.

A lógica seria resolver um problema conhecido do estúdio. Na era da RE Engine, os jogos paralelos da série, como Revelations, Chronicles e Survivor, não vêm entregando o desempenho esperado. As DLCs longas funcionariam como histórias paralelas menores e mais experimentais, preenchendo os intervalos entre os grandes lançamentos.

Haveria ainda um benefício interno. Esse formato permitiria à Capcom testar ideias arriscadas em escala reduzida, sem mexer no cronograma dos projetos maiores. É, segundo o relato, uma solução temporária, não um plano mestre.

Por que a espera seria tão longa

A equipe estaria atualmente com foco total no remake de Veronica, mirando a conclusão no primeiro trimestre de 2027, com margem para escorregar para o segundo. Só depois disso o time voltaria à expansão de Requiem.

Se o cenário se confirmar, a DLC chegaria mais de um ano após o lançamento do jogo, que saiu em fevereiro deste ano para PC, PlayStation 5, Xbox Series e Nintendo Switch 2. Seria a espera mais longa por conteúdo narrativo em um Resident Evil moderno.

Há também uma pista narrativa que reforça a teoria. Yoshiaki Hirabayashi, produtor do remake, indicou publicamente que Veronica traz elementos inéditos que se conectam diretamente a Requiem. Nesse caso, faria sentido lançar o remake primeiro, para que a expansão fizesse pleno sentido.

O que já saiu e o que falta

Até agora, Requiem recebeu apenas um conteúdo pós-lançamento, o modo Leon Must Die Forever, liberado sem aviso e sem custo. Trata-se de um modo com estrutura de roguelike, desbloqueado após o término da campanha.

Sobre a expansão narrativa, a Capcom apenas confirmou que ela existe. Não há data, não há sinopse e não há elenco anunciado. Tudo o mais permanece no terreno da especulação.

Paciência em troca de ambição

A troca proposta é clara. Em vez de um conteúdo enxuto e rápido, a Capcom estaria mirando algo substancial, capaz de sustentar horas de jogo. Considerando o desempenho comercial de Requiem, faz sentido comercial ir grande.

Por outro lado, o risco de desgaste existe. Um ano e meio é tempo suficiente para o público seguir adiante e simplesmente não voltar. Expansões funcionam melhor quando pegam a comunidade ainda aquecida. Além disso, há uma leitura menos generosa possível: talvez a demora não seja escolha estratégica, e sim consequência de uma equipe esticada demais entre projetos simultâneos.

Vale registrar também o que essa estratégia diz sobre a Capcom. Ela sugere uma empresa reativa, que responde ao retorno dos fãs em vez de seguir um plano rígido de dez anos. Historicamente, aliás, foi assim que a franquia se salvou mais de uma vez.

A Capcom não confirmou a data da DLC de Requiem nem do remake de Veronica. Todo o relato parte de um informante, e desenvolvimento de jogos é território de reviravoltas. Guarde a empolgação, mas mantenha o ceticismo por perto.

COMPARTILHE Facebook Twitter WhatsApp

Leia Também


ASSINE A NEWSLETTER

Aproveite para ter acesso ao conteúdo da revista e muito mais.

ASSINAR AGORA