Segundo um informante conhecido da franquia, o projeto teria começado a ser desenhado em meados de 2025. A Capcom, porém, nunca confirmou sequer que o jogo existe.
A Capcom estaria trabalhando em um remake do primeiro Resident Evil, e o projeto já teria quase um ano de estrada. A informação partiu do informante conhecido como Dusk Golem, uma das vozes mais ativas em vazamentos da franquia. De acordo com ele, a fase de pré-produção teria começado por volta de agosto ou setembro de 2025. Antes de qualquer empolgação, vale o alerta de sempre: nada disso foi confirmado oficialmente.
O que o informante afirma
Em publicação recente no X, Dusk Golem sustentou que o remake de Resident Evil ainda não entrou em produção plena. O plano, segundo ele, seria dar esse passo assim que a equipe finalizar o trabalho em Resident Evil Code: Veronica.
Sobre esse último, aliás, o relato traz detalhes específicos. O informante afirma que o time vive um período de crunch, aquela fase final de polimento com jornadas intensas, mas que o projeto estaria bastante adiantado em relação ao cronograma original. Ele também menciona que a produção plena do remake de Resident Evil Zero teria começado ainda em 2022.
Reforçando: são alegações de um informante. Nenhum desses projetos, com exceção de Code: Veronica, tem existência reconhecida pela Capcom.
Um detalhe que pede cautela
Aqui está o ponto que raramente aparece nas manchetes. O mesmo informante já havia dito, em 2025, que um remake do primeiro Resident Evil não estava em desenvolvimento. Meses depois, mudou a versão e passou a afirmar que a produção havia começado. Agora, ajusta novamente a cronologia.
Isso não significa necessariamente que ele esteja errado. Projetos mudam de status, e informações internas envelhecem rápido. Significa apenas que a informação deve ser lida com a devida reserva. O próprio Dusk Golem já reconheceu publicamente que jogos da série são cancelados com frequência dentro da Capcom.
O suposto calendário da franquia

Juntando os relatos que circulam, o desenho seria mais ou menos este. Resident Evil Requiem chegou em fevereiro deste ano e emplacou. Em seguida viria Code: Veronica, mirando 2027. Depois, Resident Evil Zero, apontado para 2028. Só então o remake do primeiro jogo entraria na fila, provavelmente perto do fim da década.
Nenhuma dessas datas é oficial. Elas vêm de rumores e projeções, e podem mudar completamente.
Refazer o que já foi refeito
Existe uma ironia deliciosa nessa história. O primeiro Resident Evil, de 1996, já ganhou um remake em 2002, no GameCube. E não um remake qualquer: aquele trabalho é frequentemente citado entre os melhores da história dos videogames e como um dos ápices do survival horror. Refazer o refeito é uma aposta delicada.
Por outro lado, a lógica comercial é evidente. As câmeras fixas e o esquema de controle do jogo de 2002 afastam boa parte do público moderno. Um novo remake, nos moldes do que a Capcom fez com Resident Evil 2 e Resident Evil 4, colocaria a mansão Spencer nas mãos de uma geração inteira que nunca a explorou. E a Capcom vem acertando quase sempre nesse tipo de operação.
O risco real não é técnico, e sim de saturação. A franquia hoje se sustenta em um ciclo quase industrial de remakes, e há quem argumente, com razão, que isso ocupa espaço criativo que poderia ir para ideias novas. Encontrar esse equilíbrio será o desafio da Capcom nos próximos anos.
A Capcom não anunciou remake do primeiro jogo, nem de Resident Evil Zero. Tudo o que existe hoje são relatos de bastidores, sem chancela oficial. Portanto, encare como possibilidade, não como promessa. Na dúvida, guarde o entusiasmo para quando a Umbrella der o sinal verde.



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