A petição que pede à EA a continuidade de “Mass Effect” passou de 100 mil assinaturas, com mais de 114 mil no momento da atualização. O movimento ganhou apoio de nomes da indústria, incluindo o coshowrunner da série de TV.
A petição #SaveMassEffect ultrapassou a marca de 100 mil assinaturas e chegou a 114.525 no momento da atualização publicada em 24 de outubro. O movimento surgiu depois de a EA confirmar, em 21 de outubro, o fechamento da BioWare e o cancelamento de “Mass Effect 5”.
O que pede a petição
Criada por Joe Smith, a petição pede que a EA tome uma decisão concreta e se comprometa com a continuidade do desenvolvimento de “Mass Effect”, com financiamento adequado, equipe suficiente e tempo para manter e avançar o padrão de qualidade que a franquia tem. Caso a empresa não faça isso, o texto pede que a EA licencie a propriedade intelectual para outro estúdio que compartilhe a paixão e a visão da BioWare.
Smith reagiu ao avanço da campanha na atualização, dizendo que o trabalho ainda não terminou:
Ainda não terminamos! Continuem fazendo barulho, fãs de Mass Effect. Estou orgulhoso de vocês.
Um movimento que ganha apoio na indústria
Nos dias seguintes ao anúncio, a repercussão se espalhou pela indústria. Também surgiram pedidos para que a BioWare seja transformada em um estúdio independente ou vendida para outra publisher.
Um dos apoios mais comentados veio de Daniel Casey, coshowrunner da série “Mass Effect” da Prime Video, que compartilhou o link da petição para seus seguidores no Bluesky com a expressão “Keelah Se’lai”, saudação típica da série.
A série de TV continua e o cenário fica estranho
Enquanto o jogo foi cancelado, a série de TV da Prime Video segue em produção. Se a série fizer sucesso, como aconteceu com “Fallout”, não haverá jogos para acompanhar a onda de interesse, nem um estúdio para desenvolver um.
O texto de origem considera a decisão da EA curta do ponto de vista estratégico, já que a empresa vinha ampliando o público da franquia.
O que pode acontecer com a franquia
O futuro de “Mass Effect” continua indefinido. Em um vídeo recente no YouTube, Mark Darrah, produtor executivo da BioWare, especulou que a EA poderia tentar vender as propriedades mais conhecidas do estúdio, incluindo “Dragon Age”, para reduzir a dívida de cerca de US$ 55 bilhões.
Ele também sugeriu que a mesma dívida poderia levar a empresa a simplesmente tentar esquecer as franquias e guardá-las em um cofre.
A mensagem da petição

No texto da campanha, Joe Smith descreve a importância da série para milhões de jogadores e lamenta o rumo atual:
Mass Effect ocupa um lugar especial no coração de milhões de jogadores no mundo todo. Seu universo rico e imersivo, com o Comandante Shepard liderando a tripulação icônica do Normandy, encantou gamers por anos. No entanto, revelações recentes lançaram uma sombra sobre seu futuro. A redução de recursos dedicados e os planos de desenvolvimento ambíguos da Electronic Arts ameaçam deixar essa série querida parada, colocando em risco seu incrível legado.
O que a campanha pode alcançar
Para os fãs, a petição é uma forma de manter a pressão sobre a EA e de mostrar que a franquia ainda tem uma base de jogadores muito engajada. Abaixo-assinados desse tipo não obrigam uma empresa a reverter decisões, mas podem influenciar a repercussão e o debate público.
Para a EA, o caso mostra o custo de uma decisão que atinge uma comunidade apaixonada e uma série com projeção na televisão. A pressão deve aumentar enquanto não houver um posicionamento oficial sobre o futuro da marca.
Já para o mercado, a situação ilustra como o fechamento de um estúdio histórico pode gerar efeitos em cadeia, que vão de franquias a adaptações audiovisuais. Resta saber se a campanha vai alcançar algum resultado concreto ou se a franquia seguirá incerta até uma decisão da empresa.
E você, assinou a petição #SaveMassEffect? Acha que a franquia pode sobreviver fora da BioWare? Deixe sua opinião nos comentários!





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