Sepultura: data e local do último show de sua carreira são confirmados; saiba mais

Cheyna Corrêa

A lendária jornada do maior ícone do heavy metal brasileiro está prestes a cruzar a linha de chegada. A turnê global de despedida Celebrating Life Through Death, que mobiliza arenas desde 2024, ganhou sua data e parada finais. A banda confirmou que o show derradeiro de sua história acontecerá no dia 7 de novembro de 2026, no palco da Mercado Livre Arena Pacaembu, em São Paulo.

A performance histórica, produzida pela Live Nation, trará a formação atual composta por Derrick Green (vocal), Andreas Kisser (guitarra), Paulo Jr. (baixo) e Greyson Nekrutman (bateria). A proposta do quarteto é transformar o evento em uma grande antologia musical, abrindo espaço para participações de músicos e amigos que cruzaram o caminho do grupo ao longo das últimas décadas.

Irmãos Cavalera recusam convite para a despedida

Apesar do clima de união e celebração, o reencontro mais aguardado pelos fãs antigos não vai acontecer. Os fundadores originais da banda, Max Cavalera e Iggor Cavalera, foram convidados formalmente para dividir o palco com os antigos companheiros, mas optaram por recusar os chamados.

O guitarrista Andreas Kisser revelou os detalhes dessas tentativas de reaproximação, destacando que buscou canais diretos e burocráticos para estender a mão aos fundadores:

Liguei para o Iggor alguns meses atrás. Tivemos uma conversa sensacional e muito cordial. Falamos de família, futebol, foi muito legal. Então, fiz o convite. Ele disse: ‘cara, a gente não se sente parte disso, a gente não se sente confortável’. Deu os motivos dele. Ok. Por meio dos empresários, também enviamos um contato para o Max e recebemos a negativa. Fomos pelos dois caminhos e o retorno foi não.

A rica trajetória do Sepultura acumula passagens marcantes de outros grandes músicos, como o vocalista Wagner Lamounier e o guitarrista Jairo Guedz, além dos bateristas Jean Dolabella e Eloy Casagrande. Os álbuns de estúdio também eternizaram colaborações de peso com nomes que vão do metal clássico à MPB, incluindo Carlinhos Brown, João Gordo, Mike Patton, Jonathan Davis, Jason Newsted e a dupla dos Titãs, Tony Bellotto e Sérgio Britto.

O imensurável legado do titã do metal brasileiro

Com uma marca expressiva de mais de 50 milhões de cópias vendidas mundialmente, o Sepultura consolidou-se como uma das forças mais influentes do metal extremo do planeta. O grupo produziu 15 álbuns de estúdio de forte impacto cultural.

O ápice de sua popularidade global ocorreu com o lançamento do aclamado disco Roots (1996), obra que ousou misturar guitarras pesadas e afinações baixas com os ritmos percussivos e tribais brasileiros. O álbum alcançou a 27ª posição na principal parada musical dos Estados Unidos e conquistou discos de ouro em território americano, no Canadá, no Reino Unido, na França e na Austrália. Essa fusão rítmica pioneira serviu de alicerce e inspiração direta para o nascimento do subgênero nu-metal, moldando a sonoridade de gigantes internacionais como Slipknot, Korn e Limp Bizkit.

Você pretende garantir o seu ingresso para presenciar esse momento histórico no Pacaembu ou acha que a despedida perde um pouco do brilho sem a presença dos irmãos Cavalera no palco?

Fonte: Rolling Stone

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