Chefe da Sony fala sobre Homem-Aranha 5 e derivados

Vinicius Miranda

Tom Rothman comentou o futuro de Tom Holland como Peter Parker após a estreia recorde. O executivo também admitiu que nenhum spin-off está em desenvolvimento no momento.

O longa Homem-Aranha: Um Novo Dia (Spider-Man: Brand New Day) acaba de entrar para a história das bilheterias. Agora, todos os olhos se voltaram para o próximo passo da franquia. Em entrevista à revista Variety, Tom Rothman, presidente da Sony Pictures, falou sobre a possibilidade de um Homem-Aranha 5 com Tom Holland. O executivo comparou a pergunta àquelas feitas a técnicos campeões do Super Bowl, questionados sobre o título seguinte ainda na entrevista coletiva.

A resposta, porém, foi otimista. Rothman afirmou que o estúdio ainda não sabe o que virá, já que o foco dos últimos dois anos esteve inteiramente neste filme. Mesmo assim, ele disse esperar muito que a parceria continue e lembrou ter ouvido o próprio ator manifestar vontade de seguir no papel. Questionado diretamente se existe a chance de uma nova sequência com Holland, o presidente respondeu que sim.

Um recorde histórico como pano de fundo

O contexto da conversa ajuda a explicar o entusiasmo. Com os números finais divulgados nesta segunda-feira, o longa fechou o fim de semana de estreia com 360 milhões de dólares apenas na América do Norte. O resultado supera os 357,1 milhões de Vingadores: Ultimato e configura a maior abertura doméstica da história do cinema, sem correção pela inflação. Os valores em dólar, como sempre, variam em reais conforme a cotação do dia.

Para Rothman, o desempenho é quase milagroso e mostra a capacidade do personagem de unir públicos de culturas e idades diferentes. Ele aproveitou para defender a experiência do cinema, argumentando que apenas as salas conseguem produzir esse tipo de fenômeno coletivo. Sobre a suposta fadiga de super-heróis, o executivo foi direto: para ele, o excesso de produções do gênero tornou a qualidade ainda mais decisiva. Na visão do presidente, filmes que apenas cumprem etapas obrigatórias empolgam menos, e o novo longa se destaca por ser conduzido pela emoção.

Os spin-offs da Sony saíram do radar

Kraven o Caçador – Divulgação / Sony Pictures

O trecho mais revelador da conversa trata dos derivados. Rothman reconheceu que o público simplesmente não se satisfez com projetos como Morbius, Madame Teia e Kraven: O Caçador. Segundo ele, discutir se a avaliação foi justa é como falar ao vento, porque o público manda e não respondeu. O executivo ainda afirmou que a empresa nunca enxergou aquilo como um “universo Sony-Marvel”. A ideia, segundo ele, era apenas buscar filmes que valessem a pena com outros personagens.

A conclusão encerra qualquer expectativa: no momento, nenhum projeto do tipo está em desenvolvimento ativo. Na prática, ideias antigas como Sexteto Sinistro, Sabre de Prata e Agente Venom seguem engavetadas. A guinada não surpreende quem acompanha o estúdio. A direção já havia sido sinalizada quando a Sony cancelou os filmes derivados para focar no novo Homem-Aranha.

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