Supergirl: por que nada está perdido para a DC após fracasso

Andre Luiz

A recente estreia de Supergirl nos cinemas gerou debate sobre os rumos do DCU, o novo universo cinematográfico da DC.

Embora o desempenho inicial tenha ficado abaixo das expectativas de James Gunn e Peter Safran, um único filme dificilmente derruba um universo inteiro. A fundação construída pela DC é maior do que qualquer produção isolada.

Um filme não define um universo

Supergirl estreou com uma arrecadação estimada em torno de 37 milhões de dólares no mercado americano, número considerado modesto. É importante lembrar, no entanto, que projeções e cifras de bilheteria são estimativas e podem variar.

Como comparação, o próprio Universo Cinematográfico Marvel teve começos difíceis. O Incrível Hulk, de 2008, teve recepção morna e nem por isso comprometeu o futuro da franquia. Nesse sentido, seria precipitado condenar o DCU logo em seus primeiros passos, algo que já vinha sendo construído desde a boa recepção de Comando das Criaturas, a animação que abriu o novo universo.

A aposta na experimentação

Um ponto central é a estratégia de Gunn e Safran. Em vez de apostar apenas na chamada Trindade, formada por Superman, Batman e Mulher-Maravilha, a dupla optou por explorar personagens menos conhecidos. Essa ousadia é justamente o que mantém a franquia viva e imprevisível.

Nesse raciocínio, Supergirl representaria uma guinada bem-vinda em relação ao Superman de David Corenswet. Afinal, o longa aposta em uma aventura de ficção científica ambientada em galáxias distantes, com um tom mais sombrio de vingança. Assim, a produção mostraria que a marca DC é capaz de transitar por diferentes gêneros sob o guarda-chuva dos super-heróis.

Superman em Supergirl
Superman e Supergirl – Divulgação / DC Studios

A acomodação, e não a experimentação, é o que costuma matar o ritmo de uma franquia. Ele lembra que alguns dos maiores êxitos do gênero, como Pantera Negra, Aquaman e Batman: O Cavaleiro das Trevas, justamente ousaram entregar algo que o público ainda não tinha visto.

Sob essa ótica, correr riscos criativos seria um sinal de saúde, não de fraqueza.

O que vem pela frente

O grande motivo para o otimismo sestá na programação anunciada. A série Lanternas surge como uma das apostas mais aguardadas, descrita como uma trama policial cósmica no estilo de True Detective, reforçada pela escalação de Aaron Pierre como John Stewart. Na sequência, chega Cara-de-Barro, um suspense de terror ambientado em Gotham City.

Por fim, há grande expectativa em torno de Homem do Amanhã, a sequência de Superman dirigida por Gunn, que adiciona o vilão Brainiac ao elenco. Uma sequência estruturada em torno de um ícone global como o Superman tende a ser uma aposta mais segura, o que deve trazer bons retornos ao estúdio.

O desempenho tímido de Supergirl é mais uma lição do que uma sentença definitiva. Caso a DC acumule vários tropeços seguidos, aí sim caberia uma conversa mais profunda. Enquanto os próximos títulos mantiverem a qualidade, porém, o barco da DC dificilmente afundará.

Vale lembrar que Lanternas chega ao HBO Max em agosto, seguido por Cara-de-Barro nos cinemas em outubro. E você, confia no futuro do DCU? Conte nos comentários!

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