Mais de dez anos após sua estreia, The Witcher 3: Wild Hunt continua surpreendendo o público. A CD Projekt Red anunciou oficialmente Songs of the Past, uma nova expansão que trará Geralt de Rívia de volta em 2027.
Embora os detalhes ainda sejam escassos, o anúncio levantou uma questão importante entre os jogadores: a nova DLC de The Witcher 3 pode ter implicações diretas para outro projeto do estúdio, o aguardado The Witcher Remake. O motivo dessa especulação está em quem ajuda a desenvolver o conteúdo.
O que já se sabe sobre Songs of the Past
Até o momento, a CD Projekt Red revelou pouquíssimo sobre a história da expansão. O estúdio confirmou apenas que os jogadores controlarão novamente Geralt de Rívia em uma aventura inédita. Songs of the Past chega em 2027 para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC, e mais informações devem ser divulgadas no fim do verão de 2026 (no hemisfério norte).
Vale lembrar que essa será a terceira expansão do jogo, depois de Hearts of Stone e Blood and Wine. A última delas chegou em 2016 e foi vista por muitos como um encerramento digno da jornada do bruxo. Por isso, o retorno tão tardio representa um momento marcante para a comunidade.
O próprio título, que pode ser traduzido como “Canções do Passado”, sugere algo voltado à história pregressa de Geralt. Afinal, o universo de The Witcher está repleto de períodos ainda inexplorados, mencionados apenas em diálogos, livros e jogos anteriores. Uma aventura em estilo prequela permitiria contar uma história nova sem contradizer o final já estabelecido.

A presença da Fool’s Theory muda tudo
O detalhe mais intrigante do anúncio está no estúdio que acompanha o desenvolvimento. A CD Projekt Red codesenvolve Songs of the Past ao lado da Fool’s Theory, formada por veteranos que trabalharam no próprio The Witcher 3. No entanto, esse não é um estúdio de apoio qualquer, pois a Fool’s Theory também lidera o desenvolvimento de The Witcher Remake.
Por causa dessa relação, fica difícil não enxergar a expansão como um possível campo de testes. Em outras palavras, o projeto permite que a Fool’s Theory trabalhe diretamente com uma das versões mais queridas de Geralt, demonstrando seu domínio sobre o tom, a narrativa e o design de missões da franquia.
Se o estúdio entregar uma expansão convincente, a confiança no remake tende a crescer de forma significativa.
Para entender melhor o tamanho desse anúncio, vale revisar a cobertura do Ei Nerd sobre a confirmação de Songs of the Past para 2027, que reúne as primeiras informações oficiais da CD Projekt Red.
Songs of the Past pode servir de ponte para o remake
Uma teoria que ganha força entre os fãs é a de que a expansão funcione como uma ponte para The Witcher Remake. A DLC já foi descrita como uma aventura inédita, mas há espaço para que a trama termine próxima do início da linha do tempo do primeiro jogo. Do ponto de vista de marketing e narrativa, isso faria bastante sentido.
Muitos jogadores começaram pela terceira entrada da série e nunca tocaram no título original de 2007. Dessa forma, uma DLC focada nos anos iniciais de Geralt poderia apresentar personagens, facções e temas importantes antes da chegada do remake. Seria uma maneira eficiente de refrescar a memória de quem já conhece a história e preparar os novatos para o que vem a seguir.
É importante reforçar, porém, que tudo isso permanece no campo da especulação. A CD Projekt Red não revelou detalhes da trama nem confirmou qualquer ligação direta entre a expansão e o remake. Ainda assim, os indícios são fortes: o título remete ao passado, a Fool’s Theory participa do desenvolvimento e o mesmo estúdio trabalha simultaneamente na refilmagem do primeiro game.
O anúncio reforça o quanto a CD Projekt Red está apostando alto no universo de The Witcher.
Atualmente, o estúdio toca diversos projetos ao mesmo tempo, incluindo The Witcher 4, que terá Ciri como protagonista e marca o início de uma nova trilogia. Some-se a isso o remake do clássico original e um projeto multiplayer ambientado no mesmo mundo.
Para os fãs, a notícia é positiva por um motivo simples: ela entrega mais tempo ao lado de Geralt justamente enquanto a empresa constrói o futuro da saga com uma nova heroína. Caso a teoria da ponte se confirme, Songs of the Past deixaria de ser apenas um conteúdo extra para se tornar peça-chave na transição entre gerações da franquia.
Mesmo que a expansão acabe contando uma história totalmente autônoma, o simples retorno de Geralt já é motivo de comemoração. Resta aguardar as próximas revelações, prometidas para os meses seguintes, para descobrir até onde a CD Projekt Red pretende levar o legado do bruxo mais famoso dos games.






Seja o primeiro a comentar