The Witcher 3: novo DLC pode impactar remake importante

Andre Luiz

Mais de dez anos após sua estreia, The Witcher 3: Wild Hunt continua surpreendendo o público. A CD Projekt Red anunciou oficialmente Songs of the Past, uma nova expansão que trará Geralt de Rívia de volta em 2027.

Embora os detalhes ainda sejam escassos, o anúncio levantou uma questão importante entre os jogadores: a nova DLC de The Witcher 3 pode ter implicações diretas para outro projeto do estúdio, o aguardado The Witcher Remake. O motivo dessa especulação está em quem ajuda a desenvolver o conteúdo.

O que já se sabe sobre Songs of the Past

Até o momento, a CD Projekt Red revelou pouquíssimo sobre a história da expansão. O estúdio confirmou apenas que os jogadores controlarão novamente Geralt de Rívia em uma aventura inédita. Songs of the Past chega em 2027 para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC, e mais informações devem ser divulgadas no fim do verão de 2026 (no hemisfério norte).

Vale lembrar que essa será a terceira expansão do jogo, depois de Hearts of Stone e Blood and Wine. A última delas chegou em 2016 e foi vista por muitos como um encerramento digno da jornada do bruxo. Por isso, o retorno tão tardio representa um momento marcante para a comunidade.

O próprio título, que pode ser traduzido como “Canções do Passado”, sugere algo voltado à história pregressa de Geralt. Afinal, o universo de The Witcher está repleto de períodos ainda inexplorados, mencionados apenas em diálogos, livros e jogos anteriores. Uma aventura em estilo prequela permitiria contar uma história nova sem contradizer o final já estabelecido.

The Witcher 3: Songs of the Past
The Witcher 3: Songs of the Past – Divulgação / CD Projekt Red

A presença da Fool’s Theory muda tudo

O detalhe mais intrigante do anúncio está no estúdio que acompanha o desenvolvimento. A CD Projekt Red codesenvolve Songs of the Past ao lado da Fool’s Theory, formada por veteranos que trabalharam no próprio The Witcher 3. No entanto, esse não é um estúdio de apoio qualquer, pois a Fool’s Theory também lidera o desenvolvimento de The Witcher Remake.

Por causa dessa relação, fica difícil não enxergar a expansão como um possível campo de testes. Em outras palavras, o projeto permite que a Fool’s Theory trabalhe diretamente com uma das versões mais queridas de Geralt, demonstrando seu domínio sobre o tom, a narrativa e o design de missões da franquia.

Se o estúdio entregar uma expansão convincente, a confiança no remake tende a crescer de forma significativa.

Para entender melhor o tamanho desse anúncio, vale revisar a cobertura do Ei Nerd sobre a confirmação de Songs of the Past para 2027, que reúne as primeiras informações oficiais da CD Projekt Red.

Songs of the Past pode servir de ponte para o remake

Uma teoria que ganha força entre os fãs é a de que a expansão funcione como uma ponte para The Witcher Remake. A DLC já foi descrita como uma aventura inédita, mas há espaço para que a trama termine próxima do início da linha do tempo do primeiro jogo. Do ponto de vista de marketing e narrativa, isso faria bastante sentido.

Muitos jogadores começaram pela terceira entrada da série e nunca tocaram no título original de 2007. Dessa forma, uma DLC focada nos anos iniciais de Geralt poderia apresentar personagens, facções e temas importantes antes da chegada do remake. Seria uma maneira eficiente de refrescar a memória de quem já conhece a história e preparar os novatos para o que vem a seguir.

É importante reforçar, porém, que tudo isso permanece no campo da especulação. A CD Projekt Red não revelou detalhes da trama nem confirmou qualquer ligação direta entre a expansão e o remake. Ainda assim, os indícios são fortes: o título remete ao passado, a Fool’s Theory participa do desenvolvimento e o mesmo estúdio trabalha simultaneamente na refilmagem do primeiro game.

O anúncio reforça o quanto a CD Projekt Red está apostando alto no universo de The Witcher.

Atualmente, o estúdio toca diversos projetos ao mesmo tempo, incluindo The Witcher 4, que terá Ciri como protagonista e marca o início de uma nova trilogia. Some-se a isso o remake do clássico original e um projeto multiplayer ambientado no mesmo mundo.

Para os fãs, a notícia é positiva por um motivo simples: ela entrega mais tempo ao lado de Geralt justamente enquanto a empresa constrói o futuro da saga com uma nova heroína. Caso a teoria da ponte se confirme, Songs of the Past deixaria de ser apenas um conteúdo extra para se tornar peça-chave na transição entre gerações da franquia.

Mesmo que a expansão acabe contando uma história totalmente autônoma, o simples retorno de Geralt já é motivo de comemoração. Resta aguardar as próximas revelações, prometidas para os meses seguintes, para descobrir até onde a CD Projekt Red pretende levar o legado do bruxo mais famoso dos games.

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