CEO da Epic diz que IA poderia ter salvado Destiny

Vinicius Miranda

Tim Sweeney reacendeu o debate sobre inteligência artificial nos games. Para ele, a tecnologia teria a resposta para um dos maiores problemas da franquia.

O uso de inteligência artificial na criação de jogos voltou ao centro das discussões. Desta vez, o estopim foi uma declaração de Tim Sweeney, CEO da Epic Games. Segundo ele, a IA poderia permitir que jogos como “Destiny” prosperassem. A fala surgiu em resposta a um relato sobre os problemas financeiros de Destiny 2, o aclamado game da Bungie. A opinião do executivo, um conhecido defensor da tecnologia, dividiu imediatamente a comunidade gamer. Afinal, o tema da IA generativa é um dos mais polêmicos da indústria atualmente.

O que Tim Sweeney declarou?

Tudo começou com uma publicação no X, antigo Twitter. Sweeney respondeu a um artigo da revista Forbes que analisava por que “Destiny 2” teria fracassado financeiramente. O texto apontava a enorme escala de conteúdo que precisava ser produzida sem parar como um dos motivos.

Diante desse ponto, o CEO da Epic deu a entender que a tecnologia seria a solução. Embora não tenha citado a IA diretamente, a implicação de sua fala ficou clara para todos.

Se ao menos algum tipo de tecnologia inovadora pudesse surgir e tornar possível superar o ponto número um, permitindo que jogos como Destiny prosperassem!

Na prática, a sugestão é que a IA poderia agilizar, ou talvez até gerar por completo, o conteúdo que os jogadores de “Destiny” tanto desejavam. Dessa forma, o custo altíssimo de produção seria drasticamente reduzido.

Um posicionamento alinhado à Epic

Vale notar que essa opinião não surge do nada. Na verdade, ela se encaixa perfeitamente nos interesses da própria Epic Games. Afinal, em junho de 2026, a empresa anunciou que a “Unreal Engine 6” vai integrar ferramentas de IA.

Segundo a companhia, o objetivo é reduzir bastante o trabalho tedioso no desenvolvimento de jogos. Portanto, quanto menor o estigma em torno do conteúdo gerado por IA, mais fácil se torna vender essas ferramentas para os estúdios.

Aliás, Sweeney tem sido uma voz ativa nesse debate. Recentemente, ele afirmou considerar “irresponsável” a decisão da Steam de obrigar os estúdios a declararem o uso de IA em seus jogos. A postura reforça sua defesa consistente da tecnologia.

A polêmica por trás do fim de Destiny 2

Curiosamente, Sweeney focou apenas em um dos motivos apontados pela Forbes. O executivo optou por não comentar a outra razão citada no relato, que é bem mais delicada.

De acordo com a publicação, nos períodos em que “Destiny” foi lucrativo, esses recursos teriam sido mal administrados pela liderança da época. Segundo o relato, o dinheiro teria sido direcionado para projetos simultâneos em excesso ou gastos considerados desnecessários.

É importante frisar que essas informações partem de fontes ligadas à situação, e não de uma admissão oficial. O contexto, no entanto, é sensível. Em agosto de 2024, ex-funcionários da Bungie teriam pedido publicamente a saída do então CEO, Pete Parsons, em meio a uma onda de demissões no estúdio.

Sweeney e seu histórico de falas fortes

Para quem acompanha o setor, declarações contundentes de Sweeney não são novidade. O executivo já se envolveu em outras trocas de farpas públicas com gigantes da indústria.

Em março de 2024, por exemplo, ele teria usado termos pesados para se referir a executivos da Valve. As mensagens vieram à tona durante um processo antitruste movido contra a dona da Steam. Ou seja, o embate entre as duas empresas já vem de longa data.

Destiny 2 – Divulgação / Bungie

Analisando o cenário, a fala de Sweeney expõe uma tensão central da indústria. De um lado, executivos defendem a IA como uma ferramenta para cortar custos e viabilizar projetos gigantescos. De outro, muitos apontam que a origem dos problemas costuma ser a má gestão, e não a falta de tecnologia.

Para os fãs, o debate acende um sinal de alerta. Muitos jogadores temem que a adoção da IA em jogos como serviço priorize a redução de gastos em vez da qualidade e da profundidade do conteúdo. Consequentemente, a experiência final poderia ser prejudicada.

Do ponto de vista do mercado, a discussão sobre IA e transparência tende a esquentar. Grandes publicadoras podem passar a enquadrar fracassos comerciais como falta de “adoção tecnológica”, desviando o foco de eventuais erros administrativos.

E você, acredita que a inteligência artificial pode salvar os grandes jogos ou é apenas uma desculpa? Deixe sua opinião nos comentários!

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