A franquia de terror inspirada no clássico infantil vai mudar de direção. O diretor de Ursinho Pooh: Sangue e Mel 3 revelou os primeiros detalhes da trama e confirmou que o longa será uma prequel, não uma sequência.
Uma volta no tempo
Em entrevista ao ScreenRant, Scott Chambers explicou o raciocínio por trás da decisão. Ele assume a direção no lugar de Rhys Frake-Waterfield e também interpreta Christopher Robin, mas preferiu não acumular as duas funções em cena.
Por isso, buscou uma história que não dependesse do personagem. A solução foi voltar aos anos que ficaram em branco na cronologia, entre o prólogo do primeiro filme e os acontecimentos do presente. Assim, evita-se também repetir a fórmula do capítulo anterior, algo que costuma desgastar franquias de terror.
Prisioneiros de um picadeiro
O ponto de partida da nova trama é inusitado. Confira o que o diretor adiantou:
Eles são capturados e colocados em um circo, forçados a se apresentar.
Segundo Chambers, a atração ficará sob o comando dos Woozles, antagonistas conhecidos do material original. A fuga do grupo, por sua vez, renderá um clímax inspirado no clássico Carrie, a Estranha. O diretor descreveu o resultado como algo assumidamente exagerado e divertido, prometendo 24 mortes exibidas em tela.

O elo com os outros filmes
Vale entender onde tudo isso se encaixa. A produção integra o chamado Twisted Childhood Universe, projeto que reúne releituras sombrias de personagens infantis e caminha para um crossover batizado de Poohniverse: Monsters Assemble.
De acordo com o diretor, os longas de Bambi, Peter Pan, Pinóquio e o segundo Ursinho Pooh se passam praticamente na mesma semana, com o crossover logo em seguida.
O terceiro filme, portanto, fica de fora dessa linha e volta ao passado. Essa organização evita conflitos com os planos já traçados para o encontro entre os personagens. Christopher Robin aparecerá apenas em uma ponta, justamente para ligar a história ao capítulo anterior.
Muito material a explorar
A escolha faz sentido diante do que já foi revelado. O segundo filme mostrou que aquelas criaturas eram crianças submetidas a experimentos, o que abriu espaço para explorar como elas se tornaram o que são.
Considerando os anos em que Christopher esteve fora estudando, sobra terreno para novas histórias. Além disso, prequências não são novidade no gênero. Franquias consagradas do terror já recorreram ao mesmo recurso para renovar o fôlego de seus universos, com resultados bastante elogiados.
Um fenômeno nascido do domínio público
Nada disso existiria sem uma particularidade jurídica. O livro original de A. A. Milne entrou em domínio público nos Estados Unidos em 2022, o que liberou adaptações sem autorização da Disney.
Convém lembrar, contudo, que a proteção continua valendo para o visual criado pelo estúdio, com a camiseta vermelha que todo mundo conhece. Por ora, o roteiro do novo longa é assinado por Richard Stanley, que também vive o líder do circo. A produção ainda não teve data de estreia divulgada para o Brasil.





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