Velozes e Furiosos 11: diretor revela que há muito mais sobre filme

Andre Luiz

O último capítulo de Velozes e Furiosos acumula tropeços desde o anúncio, e a situação ficou ainda mais confusa. O diretor Louis Leterrier deu uma resposta enigmática sobre o roteiro do filme, contradizendo indiretamente o que o protagonista havia dito semanas antes.

O que Vin Diesel havia anunciado

O ator vinha alimentando expectativa nas redes sociais. Ele confirmou o título Fast Forever, a data de março de 2028 e o encerramento definitivo da saga.

Depois disso, veio o anúncio mais empolgante. Vin Diesel afirmou ter lido o roteiro e o descreveu como o melhor texto que recebeu em décadas, dizendo inclusive que chorou com o material.

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Vin Diesel como Dominic Toretto – Reprodução/Universal Pictures

O que o diretor respondeu

Em entrevista ao site Polygon, o cineasta negou conhecer aquele documento. Questionado diretamente sobre o roteiro, ele deu uma resposta que levantou mais dúvidas do que esclareceu:

Bom, eu adoraria contar a verdade completa, mas não posso. Haverá um final, e ele é ótimo. Tive muita sorte de fazer parte da franquia, e eu amo o Vin, e amo a Universal. São ótimos de trabalhar. Então é isso. Vamos ver, tomara.

A escolha das palavras chama atenção. Falar em ter sorte de ter feito parte, no passado, e encerrar com um tomara não soa como quem tem contrato garantido.

O contexto que agrava a confusão

Outro integrante do elenco já havia sinalizado problemas. Alan Ritchson, que participou do longa anterior, comentou o assunto de forma bastante direta:

Acho que vai haver mais um. Acho que vai ser ótimo. E é só uma questão de resolver alguns problemas grandes, problemas bem reais.

Nenhum dos dois detalha quais seriam esses obstáculos. O silêncio, porém, sugere questões contratuais ou criativas que ninguém pode comentar publicamente.

Uma ressalva importante

Vale evitar conclusões apressadas. Nada indica que alguém tenha faltado com a verdade, e é perfeitamente possível que existam versões diferentes de roteiro circulando entre as partes.

Situações assim são comuns em produções desse porte. Um ator produtor pode receber um tratamento de história antes de o diretor ter acesso ao texto final.

Existe ainda o peso emocional do encerramento. A saga carrega a memória de Paul Walker, morto em 2013, e qualquer despedida definitiva precisa lidar com isso de forma cuidadosa. Errar a mão ali custaria caro com o público.

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Vin Diesel e Paul Walker em Velozes e Furiosos 9 – reprodução/Universal Pictures

Sucesso nacional

Poucas sagas têm laço tão forte com o Brasil. O quinto filme foi ambientado no Rio de Janeiro, e o país voltou a aparecer nos capítulos seguintes. O próprio diretor já destacou publicamente a importância do Brasil para a franquia, que chegou a incluir uma participação da cantora Ludmilla no penúltimo longa.

Vale lembrar do currículo do cineasta escolhido. Louis Leterrier assumiu o capítulo anterior de última hora, depois da saída do diretor original já com a produção em andamento, e entregou o filme dentro do prazo mesmo assim.

O tamanho do abacaxi

O capítulo anterior deixou muita coisa em aberto. Ele terminou com o retorno surpresa de uma personagem dada como morta havia anos, além de um confronto anunciado em cena pós-créditos.

Amarrar tudo isso exige roteiro sólido. Com estreia marcada para daqui a dois anos e o diretor falando em “tomara”, a dúvida sobre o cronograma parece justificada.

Nada foi oficialmente alterado até o momento. A data segue de pé no papel, e o estúdio não se manifestou sobre as declarações.

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