Depois do encerramento da trilogia em live-action, ninguém sabia o que a Sony faria com o Venom. A resposta veio em conversa da produtora Amy Pascal com o apresentador Josh Horowitz: um novo filme do simbionte está em produção, e desta vez em animação.
O que foi anunciado
A produtora confirmou apenas a existência do projeto. Não houve divulgação de data, elenco de vozes ou qualquer detalhe de trama.
O personagem havia sido visto pela última vez na trilogia protagonizada por Tom Hardy. Aquela história parece encerrada, o que abre espaço para uma abordagem completamente diferente.
Por que a decisão faz sentido
Os números explicam bastante. O primeiro longa em live-action arrecadou mais de 850 milhões de dólares apesar de crítica negativa, e as continuações repetiram o padrão de bilheteria alta com avaliações mornas.
O restante daquele universo, porém, fracassou nas duas frentes. Títulos como Madame Teia e Kraven decepcionaram comercialmente e viraram piada na internet.
A animação conta história oposta. A franquia do Aranhaverso levou Oscar e viu a continuação faturar quase 691 milhões de dólares, praticamente o dobro do primeiro filme. Valores em moeda estrangeira, claro, variam conforme o câmbio.
A questão técnica que poucos comentam
Existe um problema prático nas versões filmadas. O personagem precisa ser inteiramente digital, e há momentos em que isso aparece, sobretudo nas cenas de transformação. Na animação, esse incômodo simplesmente desaparece. O estilo já é assumidamente irreal, então nada precisa convencer o olho de que aquilo poderia existir.

Há ainda o fator orçamento. Efeitos digitais convincentes custam caro, e um projeto animado permite ousadia visual com risco financeiro bem menor.
Para quem não acompanha os quadrinhos, o Venom nasceu nas páginas como uma criatura alienígena de forma instável, capaz de esticar, derreter e se reconstruir. É exatamente o tipo de desenho que a animação resolve com naturalidade e a câmera não.
A conexão que já vinha sendo costurada
Nada disso surge do nada. Boatos antigos já apontavam a participação de uma personagem ligada aos filmes do simbionte dentro das animações.
A ponte entre os dois lados também já foi assumida publicamente. Os criadores do Aranhaverso confirmaram que aquele universo integra oficialmente o multiverso, com a mesma produtora funcionando como elo entre as equipes.
Quem mais caberia nesse formato
E o Venom pode não ser o único. O visual único do universo de Gwen Stacy renderia um longa próprio, assim como o Aranha-Punk apresentado na mesma produção do Aranhaverso.
Entre os vilões, as possibilidades também são amplas. Carnificina, Mistério e Senhor Negativo ganhariam liberdade visual impossível em imagem real, e há espaço até para o humor escrachado do Porco-Aranha.
Existe um efeito colateral positivo nessa escolha. Sem a obrigação de sustentar bilheteria de blockbuster, projetos animados podem assumir tons mais adultos, mais experimentais ou mais bizarros, caminho que a leva anterior de filmes nunca pôde seguir.
O terceiro capítulo da trilogia animada da Sony, Homem-Aranha Além do Aranhaverso, chega em 18 de junho de 2027. É por ele que o público vai medir se a aposta segue de pé.





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