Venom: qual é o maior medo do simbionte nos quadrinhos hoje?

Andre Luiz

A trajetória do Venom começou grudado ao Homem-Aranha. Peter Parker percebeu que o traje controlava sua mente e recorreu ao Quarteto Fantástico para se livrar dele. Depois disso, a criatura furiosa se uniu a Eddie Brock, jornalista que também odiava o Homem-Aranha. Nascia ali um dos vilões mais perigosos já enfrentados pelo aracnídeo, antes de se tornar o antivilão que conhecemos hoje.

Um acerto de contas antigo com Reed Richards

Venom #261, de Al Ewing e Carlos Gomez, resgata justamente aquele momento clássico de separação. Só que dessa vez a cena é contada pela perspectiva do próprio simbionte. Ela mostra Reed disparando o feixe que arrancou a criatura do corpo de Peter. Na sequência, ele a prendeu numa cápsula de contenção. Na nova versão dos fatos, Venom confessa a Reed que foi ali que aprendeu a odiar de verdade.

Reed pede desculpas. Ele garante que nunca teve intenção de ferir um ser consciente, já que sequer sabia o que era aquele organismo na época. O momento parecia resolvido.

Só que o leitor logo lembra que o cientista também tentou separar Venom de Mary Jane Watson durante o evento Queen in Black, causando dor aos dois no processo. Foi o suficiente para Venom explodir a cápsula de contenção. Ele acertou um soco no rosto de Reed Richards, rendendo ao líder do Quarteto Fantástico um belo olho roxo.

Essa dinâmica de sofrimento e reconciliação não é exatamente nova para o simbionte. Como já mostramos ao acompanhar as possibilidades para o futuro da franquia Venom, o próprio Knull segue como uma sombra constante sobre a mitologia do personagem. Isso vale tanto nos quadrinhos quanto no cinema.

Uma confissão que pega até Mary Jane de surpresa

Depois da briga, Reed se desculpa outra vez. Ele admite que fez “má ciência”. Envergonhado com o próprio ataque, Venom se acalma e devolve o controle do corpo a Mary Jane. A cena passa rápido, mas rende um novo olhar sobre um evento clássico do Homem-Aranha. A edição, porém, está longe de terminar por aí.

Reprodução/Marvel Comics

Mais adiante, o Homem-Aranha se oferece para treinar com Venom. A condição é simples: o simbionte precisa aceitar conversar. Durante um passeio de teia pelo Edifício Baxter, Venom finalmente admite o que mais teme no mundo. Ele conta que, quando Knull chegou à Terra, viu Eddie Brock ser destruído diante de seus olhos. O Homem-Aranha promete que isso nunca aconteceria com Mary Jane. Venom, porém, o interrompe.

Por que Dylan Brock é o verdadeiro ponto fraco do simbionte

Eddie voltou, mas nunca mais foi o mesmo. Voltou de novo, e seguiu diferente. Depois, ele se uniu ao Carnificina, personagem que já rendeu boas histórias desde sua chegada ao cinema em Venom: Tempo de Carnificina. Venom admite que aquilo partiu seu coração. Segundo o simbionte, foi o próprio Homem-Aranha quem partiu seu coração pela primeira vez, antes mesmo de Eddie entrar na equação. Ele afirma que não suportaria passar por essa dor outra vez.

É justamente aí que a conversa toma um rumo inesperado. Quando o Homem-Aranha assume que Venom fala de Mary Jane, o simbionte nega. É nesse momento que Dylan Brock surge em cena, ainda ligado ao simbionte Toxina. Ele confirma que o maior medo do parceiro é perdê-lo outra vez.

Reprodução/Marvel Comics

Dylan é tão filho do Venom quanto de Eddie Brock. O simbionte atuou como uma espécie de cocriador genético e figura paterna protetora ao longo da vida do rapaz. Perder Dylan de novo não é algo que Venom está disposto a negociar.

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