Segundo a Windows Central, vários jogos da empresa venderam abaixo do esperado. A lista inclui até títulos bem avaliados pela crítica.
A semana foi cheia de notícias sobre o Xbox, e nem todas são positivas. Após o vazamento de um comunicado interno, novos detalhes sobre os fracassos de vendas da divisão vieram à tona. Segundo um relatório, a maioria dos jogos first-party da empresa teria decepcionado. O problema apareceu tanto nas vendas brutas quanto no engajamento no Xbox Game Pass. Curiosamente, isso aconteceu mesmo com vários desses títulos chegando ao PlayStation 5. Vale reforçar que as informações partem de fontes do setor, e não de dados oficiais da Microsoft.
Os jogos que decepcionaram

De acordo com a Windows Central, a lista de decepções é longa. O relatório aponta que títulos como “Avowed”, “Keeper”, “Kiln” e “South of Midnight” ficaram abaixo das metas internas. O mesmo teria ocorrido com “Senua’s Saga: Hellblade II”, “Forza Motorsport” e “The Outer Worlds 2”.
O detalhe mais surpreendente é que muitos desses jogos foram bem avaliados pela crítica. Ou seja, boas notas nem sempre se traduziram em vendas fortes. A relação ainda incluiria nomes como “Minecraft Legends”, “Ninja Gaiden 4”, “Battletoads”, “Towerborne” e “Ara: History Untold”, entre outros.
Os sucessos que seguraram a empresa
Nem tudo, porém, foram más notícias. A Microsoft também emplacou alguns grandes acertos nos últimos anos. O maior deles é “Forza Horizon 5”, que teria vendido mais de cinco milhões de cópias apenas no PlayStation 5.
Outros títulos seguiram dentro do esperado. É o caso de “Microsoft Flight Simulator 2024” e do badalado “The Elder Scrolls IV: Oblivion Remastered”. Segundo o relatório, esses sucessos acabaram ajudando a compensar os prejuízos dos jogos que venderam mal. Eles seriam, no entanto, exceções à regra.
Investimentos que viraram pó
O cenário fica ainda mais delicado com os projetos cancelados. A Microsoft teria investido pesado em jogos que nunca chegaram às lojas. O caso mais conhecido é o de “Perfect Dark”, encerrado após anos de desenvolvimento.
A lista de cancelamentos também inclui “Everwild” e a parceria “Contraband”, da Avalanche. Cada um desses projetos representou uma fortuna que, no fim, não gerou retorno. Por isso, o rombo nas contas da divisão ficou ainda maior.
O contexto do aperto financeiro
Toda essa informação surge em um momento crítico. Nesta semana, a CEO Asha Sharma admitiu, em comunicado interno, uma margem de cerca de 3%. O texto também antecipou demissões e falou em um “reset” da empresa.
Para tentar reverter o quadro, o Xbox abraçou de vez a estratégia multiplataforma. Não por acaso, a empresa anunciou vários jogos para o PlayStation 5, como o novo game da Senua e “State of Decay 3”. A ideia é simples: vender para o maior público possível.
O caso expõe um problema que vai além da Microsoft. Muitos desses jogos chegaram com pouca divulgação, o que ajuda a explicar a baixa repercussão. Lançar títulos demais, com pouco alarde, parece ter sido um tiro no pé.
Além disso, o cenário reflete uma tendência do mercado atual. Com tantos lançamentos disputando a atenção, fica difícil emplacar jogos de orçamento médio. Por isso, é provável que as grandes empresas passem a apostar em menos projetos, porém maiores.






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