Aladdin segue em cartaz na Broadway há 12 anos consecutivos. A partir do próximo mês, porém, o musical vai apresentar algo inédito em toda a sua história: Sherri Shepherd assume o papel do Gênio. A atriz foi copresentadora do talk show The View. Ela também comandou seu próprio programa, Sherri, por quatro temporadas.
Será a primeira vez que uma mulher interpreta o personagem que concede desejos na história do espetáculo em Nova York. O feito também é inédito entre as 11 produções teatrais licenciadas pela Disney ao redor do mundo.
Reações divididas nas redes sociais
A notícia gerou repercussão imediata. Parte do público comemorou a escolha. Muitos já demonstraram curiosidade sobre o que Shepherd vai trazer para o papel. Outra parcela dos fãs criticou a decisão. O argumento é que ela se afasta das interpretações consagradas de Robin Williams e Will Smith nas telonas.
Em comunicado, a própria Shepherd comentou a novidade com entusiasmo.
Entrar para o elenco de Aladdin na Broadway é um sonho que se tornou realidade, e uma honra incrível. O Gênio é um personagem tão icônico, e estou muito animada para trazer minha própria energia, humor, coração e um pouco de magia para esse papel. Eu espero que o público se veja nesse Gênio e saia do teatro sentindo alegria e inspirado a acreditar no impossível.
A atriz também afirmou não levar de forma leviana o peso histórico da escalação. Segundo ela, está pronta para esfregar a lâmpada e soltar um pouco de magia. Shepherd disse que pretende viver a experiência de sua vida no palco.
Um personagem que já passou por muitas mãos
Antes de Shepherd, o papel do Gênio na Broadway já foi vivido por Major Attaway, Michael James Scott e Caleb A. Barnett. A temporada da atriz começa na sexta-feira, dia 16 de outubro. Ela segue até o dia 3 de janeiro do próximo ano, no Teatro New Amsterdam.
Andrew Flatt e Anne Quart, responsáveis pelo Disney Theatrical Group, também celebraram a escalação em comunicado conjunto. Segundo eles, a trajetória de Shepherd no entretenimento a torna a intérprete perfeita para dar vida à força vital que é o Gênio. A atriz já havia estreado na Broadway em 2013, no papel da madrasta má de Cinderella.
Vale lembrar que o Gênio sempre foi um personagem aberto a diferentes interpretações. Na versão live-action de 2019, dirigida por Guy Ritchie, coube a Will Smith reinventar o papel. Isso aconteceu décadas depois da atuação consagrada de Robin Williams na animação original de 1992. Aquele remake, aliás, rendeu bastante repercussão na época de seu lançamento. Este material promocional divulgado antes da estreia nos cinemas é uma boa amostra disso.

Renovação ou risco?
Musicais de longa duração enfrentam um desafio constante. Como se manter relevante sem perder a essência que conquistou o público original? Trocar o intérprete do Gênio por alguém com um perfil artístico tão diferente pode ser justamente a ousadia certa.
O gesto tem potencial de renovar o interesse pela peça depois de mais de uma década em cartaz. Resta saber se o público vai abraçar essa nova versão do personagem. Também é possível que a repercussão negativa vista nas redes sociais se traduza em resistência real na bilheteria.



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