Atenção: este texto revela quem Sadie Sink interpreta em Um Novo Dia. Amy Pascal contou que a decisão não teve nada a ver com o futuro dos mutantes no cinema.
Antes de tudo, fica o aviso: este texto contém spoilers sobre a identidade da vilã de Homem-Aranha: Um Novo Dia (Spider-Man: Brand New Day). Quem ainda não assistiu ao filme, já em cartaz nos cinemas, deve parar a leitura por aqui.
Pois bem. A revelação de que Sadie Sink vive Jean Grey no longa levantou uma pergunta óbvia entre os fãs. Por que uma mutante clássica dos X-Men, e sem a influência da Fênix, seria a antagonista de um filme do Cabeça de Teia? Em entrevista ao site Deadline, a produtora Amy Pascal deu uma resposta que provavelmente não é a esperada.
A escolha não foi para preparar os X-Men
Segundo Pascal, a personagem não foi escolhida por pertencer aos mutantes. A produtora lembrou que, nos quadrinhos, os X-Men sempre estiveram conectados ao restante do universo Marvel, então a presença dela não precisa de justificativa especial. A decisão, na verdade, partiu do diretor Destin Daniel Cretton e de uma proposta temática bem específica.
O cineasta teria dito que só entenderia como fazer o filme se ele tratasse de isolamento. A ideia era abordar como as pessoas se sentem cada vez mais sozinhas por causa da tecnologia e do ritmo atual da vida. O problema atinge todo mundo, mas afeta especialmente os jovens. A partir daí, a mensagem central seria simples. Estender a mão e criar uma conexão com alguém é a coisa mais importante que se pode fazer.
Uma vilã adolescente por um motivo

Foi Cretton quem sugeriu que a antagonista fosse uma adolescente. A proposta contrariava a tradição dos monstros que a franquia já apresentou tantas vezes. A lógica tem raízes profundas no personagem. Pascal explicou que as melhores histórias do Homem-Aranha acontecem quando o vilão carrega o mesmo problema de Peter Parker. Trata-se do anonimato e da sensação de estar isolado do mundo.
Essa costura vale para todo o elenco. A produtora destacou que os arcos do filme compartilham a mesma ferida. Isso vale para a personagem de Sink, para o Justiceiro e para Bruce Banner. Todos vivem uma espécie de vida isolada, com algo dentro de si que não conseguem controlar. Consequentemente, cada trama acaba dizendo algo sobre o protagonista.
Fadiga de super-heróis? Ela não acredita
Questionada sobre o desgaste do gênero, Pascal foi categórica ao afirmar que isso nunca foi real. Para ela, um bom filme com o qual o público se identifica sempre encontra plateia. As pessoas vão ao cinema movidas pela emoção e pelos personagens de que gostam. A produtora chegou a dizer que sequer enxerga essas produções como filmes de super-herói. O debate, aliás, não é novo, e já apareceu por aqui quando Deadpool e Wolverine foi apontado como remédio contra a fadiga do gênero.
O futuro da atriz, por sua vez, aponta para longe das teias. A expectativa é que Sink retorne em Vingadores: Guerras Secretas. Depois disso, ela deve co-liderar o aguardado reboot dos mutantes, ao lado de quem for escalado como Ciclope. O caminho combina com o que o comando da Marvel vem sinalizando, como quando Kevin Feige falou sobre a chegada dos X-Men ao UCM. Sobre um quinto filme solo, nada é oficial. Pascal apenas torce para que Cretton volte à cadeira de diretor, caso a continuação aconteça.





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