Poucos antagonistas do anime de Akira Toriyama despertam tanto debate entre os fãs quanto Baby, o parasita da saga de Dragon Ball GT. Para muitos fãs e críticos, o personagem merece sair do limbo e virar canônico, o que hoje não acontece, já que a série não faz parte do cânone oficial.
O grande trunfo de Baby está na origem. O rei Vegeta teria exterminado quase toda a raça dos tsufurujins ao tentar tomar o planeta deles, e as consequências desse ato recaem sobre o filho e sobre os saiyajins que restaram.
A partir daí, o vilão cresce como uma criatura híbrida entre máquina e organismo, absorve poderes de outros personagens, domina o próprio Vegeta e alcança uma forma que os fãs apelidaram de Super Baby 2. A motivação dele pode ser comparada à de Killmonger em Pantera Negra, um antagonista cuja raiva tem uma base compreensível.
Como encaixar o vilão no universo atual
Menções aos tsufurujins na franquia oficial são raras. Por isso, a história do povo e de Baby teria que ser adaptada ao cânone, talvez com uma aliança improvável entre o vilão e Freeza. Uma transformação ao estilo do Freeza Negro, ou até mesmo o Super Saiyajin 4, já visto em Dragon Ball Daima (2024), e as máscaras de Super Dragon Ball Heroes poderiam servir como ferramentas para novas possibilidades.
Outra ideia é contrastar a trajetória dos tsufurujins com o arco de Broly, outro vilão marcado pela herança dos saiyajins.

O personagem também aparece em outro conteúdo do Ei Nerd, que reuniu as vítimas de Goku ao longo de Dragon Ball. A página descreve Baby como o primeiro grande inimigo de GT, derrotado em uma Kamehameha de Goku na forma Super Saiyajin 4.
O que o cânone ganharia com isso?
Esta é uma proposta de opinião, e não um anúncio de produção. Ainda assim, ela dialoga com um momento em que Dragon Ball Super busca novos rumos. Entre as teorias sobre o futuro da franquia, o retorno do Freeza Negro e a ligação com Daima figuram como apostas dos fãs.
Para o público, resgatar Baby traria um vilão com motivação clara e visual marcante, algo que a série atual nem sempre entrega. Para a Toei Animation e a Shueisha, seria uma maneira de reaproveitar um elemento popular de GT sem reabrir todo o enredo. Por outro lado, existe o risco de a nostalgia atropelar o que Toriyama construiu em Dragon Ball Z, e qualquer adaptação precisaria equilibrar esses dois lados.






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