A chegada dos clássicos ao PlayStation gerou confusão sobre quem pode jogar com quem. A produtora veio a público colocar ordem na casa.
A volta de Call of Duty: Black Ops e Call of Duty: Black Ops 2 ao PlayStation era um pedido antigo dos fãs. O lançamento, porém, veio acompanhado de dúvidas sobre o funcionamento do multiplayer. Após dias de confusão, a Activision finalmente se pronunciou e esclareceu as regras do jogo.
O que a Activision confirmou
A resposta veio pelo perfil oficial de atualizações da franquia nas redes sociais. Segundo a produtora, jogadores de PS4 e PS5 conseguem, sim, jogar juntos nos dois títulos. Ou seja, o tal jogo cruzado entre gerações existe, ao contrário do que muita gente supôs.
A empresa também deixou claro que não há compatibilidade com PS3 nem com outras plataformas. Quem tem os jogos originais no console antigo segue em servidores separados. Por fim, a Activision desfez o segundo grande mal-entendido: quem comprou o Season Pass pode, sim, ser pareado com quem não comprou. Não existe divisão da base de jogadores.
Não é crossplay
Vale uma distinção importante, porque a imprensa tem misturado os conceitos. O que existe aqui é compatibilidade entre gerações do PlayStation, e não crossplay no sentido usual da palavra. Não dá para jogar com quem está no PC ou no Xbox, até porque os jogos nem foram relançados nessas plataformas neste pacote.
Na prática, é o suficiente para o objetivo principal: se você está no PS5 e seus amigos ainda estão no PS4, a partida acontece normalmente.
Um lançamento acidentado

Os dois títulos chegaram sem alarde à PlayStation Store, em 9 de julho, mas a demanda foi tão grande que a loja chegou a apresentar instabilidade. O sucesso comercial é inegável, já que os jogos rapidamente lideraram as paradas de vendas digitais.
Nem tudo, contudo, foi comemoração. A recepção da comunidade tem sido bastante crítica em relação ao conteúdo entregue. Trata-se de ports básicos, sem melhorias visuais relevantes, sem opções de campo de visão e sem suporte a 120 quadros por segundo. Também há relatos de inconsistência para manter os 60 FPS. As conversões ficaram a cargo da Iron Galaxy.
A polêmica dos preços
O ponto mais sensível, porém, é financeiro. Cada jogo custa cerca de 40 dólares na tabela cheia, com um desconto para 20 dólares válido até 6 de agosto para assinantes do PlayStation Plus. Os Season Passes são vendidos à parte, por aproximadamente 30 dólares cada, também com desconto temporário.
Aqui vale a ressalva de sempre: os valores praticados no Brasil variam conforme câmbio, impostos e promoções regionais, então convém conferir a loja antes de decidir. Ainda assim, a matemática incomodou muita gente. Cobrar novamente pelos pacotes de expansão de jogos de 2010 e 2012 soou excessivo para parte da comunidade, sobretudo porque o conteúdo não veio incluído.
De qualquer forma, o esclarecimento sobre o pareamento remove o principal medo dos jogadores: o de uma base fragmentada. Se a franquia segue quebrando recordes de engajamento com seus lançamentos recentes, o apelo dos clássicos mostra que a nostalgia também vende. Resta saber se a Activision vai aproveitar o embalo para resgatar outros marcos da série, e, quem sabe, com um pouco mais de capricho técnico da próxima vez.






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