Carrie: Mike Flanagan promete final diferente até para quem conhece

Andre Luiz

Refilmar uma história cujo final todo mundo decorou parece tarefa ingrata. Mike Flanagan, responsável pela nova adaptação de Carrie, a Estranha, garante que aquela impressão está equivocada, em entrevista concedida ao site ComicBook durante a San Diego Comic-Con.

A promessa dele

O cineasta foi questionado sobre o desafio de recriar a cena do baile. A resposta virou o gancho da conversa:

É uma das minhas coisas favoritas neste projeto, porque esta é uma das primeiras vezes na carreira em que posso dizer sinceramente que vocês não sabem. Mas é uma daquelas coisas que todo mundo acha que sabe. Eu também achava.

Ele detalhou o raciocínio em seguida. Segundo o diretor, a pergunta não é se a protagonista vai ao baile, e sim como ela chega até lá.

O que muda na cena mais famosa

O baile continua acontecendo, mas de outro jeito:

A gente vai ao baile porque claro que vai, mas é uma versão do baile que ninguém nunca viu. O nosso baile nos tira do ginásio e também nos leva para um mundo bem maior, algo para o qual Stephen King certamente não tinha preparado o terreno lá nos anos 1970.

A série avisa isso logo de cara, aliás. A personagem Sue Snell, vivida por Siena Agudong, aborda o assunto já no primeiro episódio. Ela diz que todo mundo pensa saber o que aconteceu no baile.

Por que a promessa tem credibilidade

O histórico do diretor sustenta o argumento. Ele já subverteu expectativas em A Maldição da Residência Hill e A Queda da Casa de Usher. Com o autor adaptado, o padrão se repete. Doutor Sono agradou tanto leitores quanto fãs do filme de Stanley Kubrick. O longa entregou ao escritor o desfecho que ele sempre quis para a história original.

Vale lembrar que a parceria entre os dois é antiga. Nossa cobertura registrou o anúncio desta adaptação como mais um encontro entre eles. A dupla já emplacou vários projetos juntos.

Sissy Spacek no papel de Carrie White no filme de 1976, dirigido por Brian de Palma (Divulgação: United Artists)

O peso do livro adaptado

A obra tem lugar especial na carreira do autor. Publicada em 1974, ela foi o primeiro romance dele. A trama narra a adolescência atormentada de uma jovem perseguida por colegas e reprimida em casa. O livro segue sendo referência absoluta. Ele aparece sempre entre as obras mais celebradas do escritor, ao lado de clássicos como A Hora do Vampiro.

Outras adaptações dele também vêm chegando. O mercado mantém apetite constante pelo material do autor, com projetos em desenvolvimento para cinema e televisão.mUm caso recente mostra bem a tendência. Nossa cobertura registrou que outro clássico dele ganhou nova versão prometendo maior fidelidade ao romance original, movimento parecido com o desta série.

A história já foi adaptada duas vezes. Houve o filme de 1976, dirigido por Brian De Palma, e uma versão televisiva posterior. O terror de Stephen King tem público fiel no Brasil. As obras dele são publicadas por aqui há décadas e alimentam gerações de leitores, o que garante atenção a qualquer adaptação nova.

Mike Flanagan também acumula seguidores por aqui. As séries dele viraram assunto recorrente entre quem acompanha terror no streaming.

O que já se sabe da produção

Serão oito episódios, todos disponibilizados de uma vez. A estreia de Carrie, a Estranha no Prime Video acontece em 7 de outubro de 2026.

Summer H. Howell vive a protagonista, com Samantha Sloyan como a mãe. O elenco reúne ainda Matthew Lillard, Amber Midthunder e Josie Totah.

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