Aos 31 anos, o clássico do Super Nintendo ainda é apontado como o auge da Square Enix e padrão-ouro dos JRPGs. Relembre o Dream Team por trás da obra e o que esperar do futuro.
Qual é o maior RPG da história da Square Enix? Em meio a gigantes como Final Fantasy e Dragon Quest, uma nova análise do site ScreenRant crava uma resposta antiga: Chrono Trigger. Para a publicação, o clássico de 1995 não é apenas um grande jogo, mas uma verdadeira obra-prima. Trata-se do título que inspirou gerações inteiras de RPGs e segue influenciando o gênero até hoje, 31 anos depois do lançamento.
O time dos sonhos que fez história
Parte da mística vem dos bastidores. O jogo nasceu no Super Nintendo pelas mãos do chamado Dream Team, uma reunião improvável de lendas. Hironobu Sakaguchi, criador de Final Fantasy, uniu forças com Yuji Horii, pai de Dragon Quest.
O trio se completou com Akira Toriyama, o eterno mestre de Dragon Ball, responsável pelo design dos personagens. Na trilha sonora, o então novato Yasunori Mitsuda compôs a maior parte das faixas, com apoio do veterano Nobuo Uematsu, de Final Fantasy. O roteiro principal ficou com Masato Kato. Consequentemente, o jogo condensou o melhor de duas escolas rivais de RPG em um único cartucho.
As revoluções que mudaram o gênero

A aventura de Crono e seus amigos contra a ameaça de Lavos fez mais do que contar uma bela história de viagem no tempo. O título aboliu os encontros aleatórios, exibindo os inimigos diretamente no mapa, algo raro na época. Além disso, apostou em um ritmo ágil, sem enrolação.
O pacote ainda trouxe cerca de uma dúzia de finais diferentes, impulsionados pelo pioneiro New Game Plus. A trilha sonora, por sua vez, entrou para a história dos videogames. O resultado apareceu nas prateleiras. Foi o segundo jogo mais vendido de 1995 no Japão, com mais de 3,5 milhões de cópias distribuídas ao longo dos anos. Não à toa, o clássico é presença constante em listas dos melhores jogos de todos os tempos.
Onde jogar o clássico hoje
Aqui mora a maior crítica da imprensa e dos fãs. Apesar do status lendário, o jogo nunca chegou aos consoles modernos. As versões existentes passam pelo Super Nintendo original, pelo porte de PlayStation 1, pelo excelente relançamento de Nintendo DS, de 2008, e pelas edições mobile.
No PC, a versão de Steam, lançada em 2018 com problemas, foi consertada com atualizações e hoje é uma boa porta de entrada. Entretanto, os donos de PlayStation 5, Xbox Series ou Switch seguem sem opção oficial. É uma lacuna que a própria análise do ScreenRant classifica como incompreensível.
Aniversário movimentado e sonho de remake

A boa notícia é que a Square Enix não esqueceu a joia. O 30º aniversário, celebrado em 2025, abriu uma onda de projetos comemorativos que segue viva. Entre as novidades está uma caixa de vinis com 64 faixas da trilha sonora, prevista para este ano. O item sai por cerca de US$ 175, fora impostos e variações regionais. Também chegou às lojas uma coleção de chaveiros com os sprites originais dos personagens. Enquanto isso, os rumores de um possível remake ganharam força.
Questionado sobre o assunto em uma transmissão, Horii desconversou em tom bem-humorado, dizendo que não podia falar nada. Um suposto insider chegou a afirmar que algo da franquia já estaria em desenvolvimento. Nada disso, contudo, foi confirmado oficialmente. Portanto, por ora, resta aos fãs revisitar o clássico onde ele estiver disponível. Afinal, obras-primas não envelhecem: apenas esperam a próxima geração descobri-las.





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