Círculo de Fogo: Guillermo del Toro quer mais filmes da franquia

Andre Luiz

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Fãs de anime mais experientes não devem se surpreender. Círculo de Fogo se inspirou diretamente em clássicos como Mobile Suit Gundam, Mazinger Z, Neon Genesis Evangelion, Tetsujin 28-go e Patlabor. Mais de uma década depois da estreia do filme original, um novo bate-papo com o próprio diretor reacendeu as esperanças. Muitos fãs voltaram a sonhar com um retorno à franquia de robôs gigantes e monstros.

Desde que o filme original chegou aos cinemas em 2013, a tecnologia usada em produções de cinema evoluiu rapidamente. Existem hoje estúdios virtuais massivos, como o chamado The Volume. Também há efeitos visuais automatizados com apoio de inteligência artificial. Produzir hoje um blockbuster do porte de Círculo de Fogo custaria praticamente o mesmo orçamento. A diferença é que o projeto não sofreria dos mesmos entraves técnicos enfrentados na época.

A pergunta que surgiu

Guillermo del Toro participou de uma sessão de perguntas e respostas no Reddit para promover a reestreia de O Labirinto do Fauno. Alguém perguntou se ele teria interesse em fazer mais filmes de Círculo de Fogo. A resposta do diretor não chega a ser surpresa. Del Toro afirmou:

Eu adoraria voltar. A intersecção entre kaiju e mecha é o meu ponto ideal. Foi por isso que topei fazer Círculo de Fogo, baseado no esboço do Travis Beacham. A única coisa que eu disse de cara foi que precisava ter dois pilotos para os robôs, para que a história fosse sobre duas pessoas que precisam aprender a confiar uma na outra.

Uma paixão declarada pelo design dos monstros

Del Toro também comentou sobre a experiência de filmar as criaturas do longa. Ele revelou ter testado muitas técnicas novas na forma como filmou os kaijus. Usou a noite, a chuva e as luzes neon de formas que hoje vê sendo replicadas em outros filmes do gênero. Segundo ele, Círculo de Fogo se tornou um de seus filmes favoritos entre tudo que já dirigiu.

O diretor ainda se estendeu sobre o design visual das criaturas. Ele explicou gostar de duas coisas nos filmes de kaiju. A primeira é a beleza ornamental e abstrata de alguns monstros. Muitos deles são baseados em elementos arquitetônicos quase artísticos, como uma peça de pop art. A segunda é o contraste com criaturas mais próximas de animais reais, como lagostas, répteis ou tubarões.

Reprodução/Warner Bros.

Del Toro citou Guiron como exemplo. A criatura é baseada numa faca, vinda de outra franquia japonesa clássica. Era exatamente esse tipo de design que ele queria trazer para seu próprio filme.

O que aconteceu com a franquia depois do primeiro filme

O diretor Steven S. DeKnight assumiu o comando da sequência de 2018. Del Toro permaneceu apenas como produtor. Ele optou por fazer A Forma da Água em seguida. Essa produção não se encaixava no cronograma de filmagens nem na localização preferidos pelo estúdio para Círculo de Fogo: A Revolta.

Cobrimos o lançamento do trailer daquela sequência estrelada por John Boyega. A franquia seguiu em frente mesmo sem a presença direta de del Toro na cadeira de direção.

As chances de um terceiro filme de Círculo de Fogo chegar aos cinemas são bem baixas, diante do desempenho de bilheteria. Ainda assim, a franquia segue viva ativamente em outros formatos.

Atualmente, o Amazon Prime Video está desenvolvendo uma série prequel. Eric Heisserer, roteirista de A Chegada, está à frente do projeto. Del Toro segue conhecido por sua ligação profunda com franquias de monstros e criaturas ao longo de sua carreira. Um bom exemplo são as tentativas frustradas do diretor de emplacar um terceiro filme de Hellboy.

Resta saber se esse mesmo carinho pelo gênero vai render, algum dia, um novo capítulo cinematográfico para Círculo de Fogo.

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