Steven Spielberg está de volta ao cinema de grande orçamento com Dia D, e a crítica já aponta um destaque absoluto: uma cena de ação dentro de um trem. A sequência é uma das melhores e mais intensas concebidas pelo lendário diretor em muitos anos, provando que, aos 79 anos, ele segue no auge de sua forma.
O retorno do mestre à ficção científica
O longa explora as consequências de revelar a existência de vida alienígena para a humanidade, um tema caro à carreira do cineasta. Segundo a publicação, a obra dialoga diretamente com clássicos como Contatos Imediatos de Terceiro Grau e E.T. – O Extraterrestre, funcionando como o desfecho de uma espécie de trilogia temática.
Esse paralelo entre as três obras já vinha sendo comentado, como mostramos na matéria em que o roteirista David Koepp explicou as escolhas sobre os alienígenas do filme. O elenco de peso reúne Emily Blunt, Josh O’Connor e Colin Firth, com trilha sonora assinada pelo eterno parceiro do diretor, John Williams.
Uma sequência de tirar o fôlego
O ponto alto acontece quando os personagens de Josh O’Connor e Emily Blunt ficam encurralados sobre os trilhos de um trem durante uma perseguição. Com o som de uma locomotiva se aproximando ao fundo, a tensão atinge o limite.
Em vez de optar pela clássica fuga no último segundo, vista em tantos filmes, Spielberg tomou uma decisão ousada na condução da cena, elevando o suspense a um nível raro. O momento acontece no melhor estilo Alfred Hitchcock, combinado com uma sensibilidade moderna, criando uma urgência que prende o espectador.
O grande mérito do diretor está no equilíbrio. Em vez de esticar a sequência além do necessário, ele mantém a cena curta e impactante, sem deixar que o espetáculo sufoque a profundidade temática que sustenta a narrativa.
Mais do que apenas espetáculo
Apesar da força das cenas de ação, o verdadeiro coração de Dia D está em suas ideias. O filme equilibra as implicações da ciência com discussões sobre fé e religião, enquanto cada personagem lida com seus próprios dramas diante de um mundo à beira da transformação.

A protagonista de Emily Blunt, por exemplo, tem a capacidade de enxergar a alma das pessoas, usando a empatia como uma verdadeira superpotência. É essa camada humana e emocional, embalada pela trilha de John Williams, que coloca o longa ao lado de obras grandiosas do diretor, como Jurassic Park: O Parque dos Dinossauros e Minority Report: A Nova Lei.
Um novo clássico para o legado de Spielberg
Comparar qualquer cena nova com a vasta carreira de Spielberg é um desafio e tanto. Afinal, sua filmografia inclui momentos eternos, como a perseguição da bola gigante em Os Caçadores da Arca Perdida e o desembarque na Normandia em O Resgate do Soldado Ryan.
A cena do trem remete inclusive a Encurralado, um de seus primeiros trabalhos, provando que ele nunca perdeu o frescor do jovem cineasta apaixonado por entreter o público. Para conferir o tom dessa nova aventura, vale revisitar a repercussão quando o filme divulgou seu trailer final mais tenso.
Dia D está em cartaz nos cinemas brasileiros desde 11 de junho de 2026.






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