‘Doctor Who’: BBC vê saída da Disney como oportunidade de crescimento; saiba mais

Cheyna Corrêa

O diretor-geral da emissora britânica falou sobre o futuro da série pela primeira vez. Segundo ele, a franquia já se regenerou várias vezes em seis décadas.

O futuro de Doctor Who segue cercado de incertezas, mas a BBC tenta passar uma mensagem de otimismo. Após o fim da parceria com o Disney+, que distribuía a série internacionalmente, o diretor-geral da emissora britânica, Matt Brittin, afirmou enxergar o momento como uma oportunidade de renovação criativa. A declaração acontece em meio a um processo de licitação competitiva, no qual produtoras poderão disputar o direito de reformular a franquia de ficção científica. Entenda o cenário atual do Senhor do Tempo.

O que disse o chefe da BBC

As declarações foram feitas durante a divulgação do relatório anual da emissora. Ao comentar a saída simultânea do Disney+, do showrunner Russell T Davies e da produtora Bad Wolf, o executivo preferiu apostar na capacidade de reinvenção da série.

Essa é uma produção que se regenerou diversas vezes em seus mais de 60 anos de história, e faremos isso de novo. Podemos renovar criativamente os programas que as pessoas amam, e vamos trabalhar duro nisso agora. (tradução livre)

Não deixa de ser irônico, afinal a regeneração é justamente o mecanismo narrativo que mantém o programa vivo desde 1963. Para Brittin, a longevidade da própria BBC, que já ultrapassou os 100 anos, é a prova de que a emissora sabe reinventar seus maiores clássicos.

Como ficou a franquia

É preciso reconhecer, porém, que o momento é delicado. Além da saída do parceiro internacional, a série perdeu Russell T Davies, arquiteto do renascimento moderno do programa, e a produtora Bad Wolf, responsável pela fase mais recente.

Somado a isso, o especial de Natal previsto para este ano acabou cancelado em meio à reestruturação da produção. O último intérprete do papel principal foi Ncuti Gatwa, cuja despedida terminou em uma regeneração inesperada, deixando o futuro do personagem em aberto.

O processo de licitação

Para definir os próximos passos, a BBC abriu um processo de licitação competitiva. Na prática, diferentes produtoras poderão apresentar propostas criativas para assumir a série, em um formato que lembra uma disputa de projetos.

A expectativa é que as negociações sejam concluídas até o fim de 2026. Contudo, especialistas do Reino Unido apontam que uma nova temporada dificilmente estrearia antes de 2028. Vale ressaltar que se trata de uma estimativa de mercado, e não de uma data oficial anunciada pela emissora.

O que isso significa para os fãs?

Do ponto de vista prático, a saída da Disney tem um custo evidente. A parceria garantia um orçamento robusto por episódio e uma vitrine global, algo que discutimos quando o rompimento foi anunciado. Sem esse aporte, o escopo visual da série pode ser reduzido.

Por outro lado, há quem enxergue vantagens na independência. Livre das exigências técnicas e comerciais de um grande streaming, a produção pode recuperar sua identidade mais britânica e experimental. De todo modo, a paciência será fundamental para o fandom desse clássico absoluto da cultura pop. E você, acredita que a TARDIS volta melhor? Comente aqui embaixo!

Fontes: BBC, ScreenRant

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