Passados quase 30 anos de sua estreia, Dragon Ball GT segue como a produção mais divisiva de toda a franquia criada por Akira Toriyama. Ainda assim, nem tudo na série foi ruim. Um de seus conceitos, os Dragões Malignos, envelheceu melhor até do que o icônico Super Saiyajin 4 e merece uma nova chance.
O legado dividido de Dragon Ball GT
Lançada em 1996, logo após o fim de Dragon Ball Z, a série tinha o objetivo de aproveitar o sucesso da antecessora. O resultado, porém, foram 64 episódios de qualidade irregular. Com a chegada de Dragon Ball Super, a produção acabou removida da linha do tempo oficial da franquia, ficando praticamente apagada da história.
Mesmo assim, muitas de suas melhores ideias retornaram em obras posteriores. O vilão Baby, por exemplo, influenciou a criação do Goku Black. Já a série Dragon Ball Daima se inspirou bastante em GT, inclusive trazendo uma versão atualizada do Super Saiyajin 4, como foi discutido quando o próprio Dragon Ball Super reacendeu o debate sobre essa transformação.
Um conceito à frente do seu tempo
O conceito mais digno de uma segunda chance é o dos Dragões Malignos. Presente na saga final do anime, ele adota uma abordagem única para os antagonistas. Afinal, essas criaturas nascem do uso e do abuso constante das Esferas do Dragão ao longo da história.

Movidos por vingança, os Dragões Malignos buscam punir os habitantes da Terra por recorrerem de forma egoísta às esferas mágicas. É uma premissa que se destaca de tiranos como Freeza ou dos brutais guerreiros Saiyajin. Mais do que isso, seria um tema perfeito para os dias atuais, já que Dragon Ball Super mostra os personagens usando as esferas em benefício próprio com frequência.
Uma forma de renovar a franquia
Impor qualquer tipo de consequência ao uso das Esferas do Dragão elevaria as apostas da trama. Isso é especialmente relevante em uma série na qual a morte nunca é permanente e nenhuma ameaça parece grande demais. Portanto, resgatar velhos conceitos seria um caminho interessante para o futuro.
Vale lembrar que a franquia vive um momento delicado após o falecimento de Akira Toriyama. Revisitar ideias como a dos Dragões Malignos pode ser uma forma de seguir em frente com respeito ao legado do criador, algo que a própria Dragon Ball Daima já vinha explorando ao homenagear elementos clássicos.
Por fim, é preciso reconhecer que GT tem problemas evidentes, como questões de ritmo e uma identidade confusa em seus primeiros episódios. Ainda assim, a série encontra bons momentos na Saga do Baby e entrega um encerramento surpreendentemente emocionante.
Apesar de seus defeitos, Dragon Ball GT ainda guarda tesouros à espera de um novo olhar. E você, gostaria de ver os Dragões Malignos de volta? Conte nos comentários!





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