Elder Scrolls Online perde metade da equipe; vai fechar?

Vinicius Miranda

As demissões em massa do Xbox teriam atingido em cheio o time do MMORPG. O futuro do jogo, que vivia sua melhor fase, agora é uma incógnita.

O universo dos games amanheceu em clima de luto e apreensão. Segundo relatos recentes, cerca de metade da equipe da ZeniMax responsável por dar suporte a “The Elder Scrolls Online” teria sido afetada por demissões. O impacto é enorme, já que estamos falando de um MMORPG gigantesco, com mais de doze anos de estrada. A notícia gerou imensa preocupação online, especialmente por causa da recente virada positiva do jogo. Afinal, o título vinha de uma fase excelente, com um plano de conteúdo sólido que agora corre o risco de mudar drasticamente. Vale ressaltar que os números exatos ainda não foram confirmados oficialmente.

O que aconteceu com The Elder Scrolls Online?

Para entender a gravidade, é preciso conhecer o jogo. “The Elder Scrolls Online”, ou ESO, é um pilar do gênero MMORPG. Ele se mantém firme há mais de doze anos, servindo a um público massivo de fãs.

Trata-se de um título persistente e épico, ambientado em Tamriel, o universo fictício da franquia “The Elder Scrolls”. O jogo permite que os jogadores explorem quase todas as regiões desse vasto mundo de fantasia. Portanto, é uma experiência com muito conteúdo para se aproveitar.

Curiosamente, o ESO passava por uma transformação monumental neste ano. A ZeniMax introduziu o sistema de temporadas pela primeira vez em mais de uma década, alterando bastante a estrutura do jogo. Além disso, adicionou um recurso chamado Night Market, voltado para os jogadores mais dedicados. Ambas as novidades foram bem recebidas pela comunidade.

Os detalhes do relato sobre as demissões

The Elder Scrolls Online – Divulgação / Bethesda

O alerta foi dado por uma reportagem do site Kotaku. Segundo a apuração, fontes ligadas à ZeniMax Online Studios afirmaram que “metade da equipe de desenvolvimento” poderia ter sido dispensada. Consequentemente, o plano de conteúdo do jogo passaria por ajustes para se adequar à nova realidade.

É importante fazer uma ressalva para dar contexto. A designer Katherine Souza esclareceu que a referência à “metade” diz respeito aos desenvolvedores ativos de conteúdo, eventos e masmorras. Ou seja, ela não estaria falando necessariamente do estúdio inteiro, mas de uma parcela crucial da produção.

Ainda assim, o baque foi severo. De acordo com as fontes, muitos profissionais com longa história na empresa foram afetados, alguns com mais de uma década de casa. A dor da perda ficou evidente nas redes sociais, como no relato da veterana Gina Bruno.

Depois de quase 19 anos, estou de coração partido ao dizer que meu tempo na ZOS chegou ao fim. Apoiar este jogo e esta comunidade foi um sonho realizado, e um que não vou esquecer tão cedo.

O posicionamento do estúdio

Diante do turbilhão, a equipe responsável pelo jogo veio a público se manifestar. Em uma publicação nos fóruns oficiais do ESO, a gerente de comunidade Jessica Folsom buscou tranquilizar os jogadores. Ela reforçou o compromisso com o título, mas admitiu que haverá mudanças.

Queremos reafirmar nosso compromisso com The Elder Scrolls Online. No entanto, os planos de conteúdo que compartilhamos anteriormente passarão por mudanças.

Apesar da promessa, o sentimento interno é de incerteza. Segundo o Kotaku, funcionários da ZeniMax, tanto os demitidos quanto os que permaneceram, demonstraram dúvidas profundas. A grande questão é como o jogo continuará funcionando com uma equipe tão reduzida.

O contexto do “grande reset” no Xbox

Essas demissões não aconteceram isoladamente. Elas fazem parte da ampla reestruturação anunciada pela CEO do Xbox, Asha Sharma, descrita como a maior da história da marca. No total, cerca de 3.200 pessoas devem perder seus empregos ao longo do ano fiscal.

Além dos cortes, quatro estúdios foram desligados do ecossistema do Xbox, e os gastos foram reduzidos de forma geral. Tudo isso em uma tentativa de recuperar as enormes perdas financeiras da divisão. Nesse cenário, a Bethesda passaria a focar em suas maiores franquias, como “Fallout” e “The Elder Scrolls”.

The Elder Scrolls Online – Divulgação / Bethesda

Analisando o cenário, a situação é dolorosa em vários níveis. Do ponto de vista humano, dezenas de desenvolvedores talentosos e experientes perderam seus empregos. Muitos deles dedicaram mais de dez anos de suas vidas para construir e manter o mundo de Tamriel, o que torna a notícia especialmente triste.

Para os fãs, o futuro de “The Elder Scrolls Online” se torna um grande ponto de interrogação. O jogo vivia um segundo fôlego, com picos de jogadores que não eram vistos desde 2020. Consequentemente, ver esse impulso ameaçado gera frustração e receio quanto à continuidade das atualizações.

Do ponto de vista do mercado, o caso reflete a dura crise que assola a indústria de games. A busca por lucratividade tem levado a cortes profundos, mesmo em projetos queridos e lucrativos. Vale destacar que os desenvolvedores do ESO formaram sindicatos nos últimos anos, buscando negociar melhores condições diante das demissões.

E você, está preocupado com o futuro de “The Elder Scrolls Online”? Conte para a gente nos comentários!

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